Cemitério continua com serviço de recadastramento de lotes suspenso
A administração do cemitério municipal São Judas Tadeu, de Campo Mourão, informou que continua suspenso o serviço de recadastramento de lotes por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19). O serviço está paralisado desde junho do ano passado.
O recadastramento compreende em atualizar as informações dos proprietários de lotes, como com endereço residencial, telefone, entre outras informações. A atualização geralmente é feita a cada cinco anos.
A administradora do ‘campo santo”, Janete Iori, informou que a procura pelo serviço vinha gerando aglomeração e as pessoas que mais procuravam eram idosos, que fazem parte do grupo de risco e estão mais susceptíveis ao coronavírus. “Por este motivo o serviço continua paralisado até que a situação do coronavírus melhore na cidade”, falou.
Janete tranquiliza a população que quem não fizer o castrado no período não correrá risco de perder o lote. “As famílias não precisam se preocupar com relação a isso”, ressaltou. Ela alertou que as pessoas que já sabem que seus lotes estão em estado de abandono e foram notificadas, estas sim devem procurar o cemitério para resolver o problema.
A lista com túmulos em estado de abandono é divulgada pela prefeitura em seu órgão oficial eletrônico. Os proprietários têm até 30 dias para resolver o problema. Caso contrário o lote é desapropriado e retorna ao município.
Na desapropriação, os restos mortais são retirados dos túmulos e identificados e removidos ao ossuário, de onde não podem mais ser retirados. Os túmulos revertidos ao município são colocados à venda novamente. Como agora a lei não permite mais sepultamentos no chão, o município já comercializa o terreno com a carneira pronta. A carneira simples custa R$ 600,00, mais o valor do terreno: R$ 76,29.
O cemitério São Judas foi inaugurado oficialmente em 1962. Porém há registros de sepultamentos no local desde 1957. O ‘campo santo’ tem mais de 13 mil túmulos.

