“Respirar fundo… Contar até dez”

Desgraça pouca é bobagem

Ditado popular 

            Só restava um parágrafo.

            A linha final.

            Mais precisamente era a última palavra!

            A leitura em voz alta significava o toque ou retoque para encerrar tudo e de vez.

            E foi ao concluir a leitura da última palavra que a energia caiu!

            Raramente acontece, mas tinha que ocorrer justamente naquele momento?! Tanto tinha que aconteceu!

            A madrugada se inicia…

            O calor se mantém, é alta a temperatura.

            A energia caiu! Ela voltou minutinhos depois…

            Mas não adiantou nada, absolutamente!

            Não salvei uma linha sequer. O escrevinhador viu minguar em fração de milésimos de segundos toda a esperança que poderia ter. Em vão.

            Só Jesus salva! E eu não só Jesus, embora me sinta crucificado, por mim mesmo. Não poderia ser mesmo salvo ao não salvar o texto.

            E a minha energia, nesse dia quente em que eu viajei para cumprir compromissos profissionais, restou-me a madrugada para produzir esta Coluna.

            A energia elétrica retornou. Ainda bem.

            A minha energia infelizmente se esvaiu.

            No início da semana passada, eu escrevia um texto de modo muito contundente. O meu senso crítico permitiu avaliar que o texto estava bem elaborado, a narração dos fatos e a análise. Também conclui que o conteúdo estava muito contundente, talvez não precisasse ser tão implacável.

            Tinha um tempo – ainda que pouco – para pensar. Sem tempo de mandar para assistência técnica o computador para fazer uma limpeza geral, ele estava mais lento do que eu.

            Pronto, vírus atacam e levam tudo o que tinha escrito! E o que foi que eu fiz? Comecei do zero, e deixei a contundência de lado, foi mais conciso, segui uma linha ponderada.

            Pronto o documento e remetido, noutro dia a resposta veio ao encontro do que eu escrevera, a ponderação restabeleceu a cortesia etc.

            Jesus Salva!. Não era mesmo para remeter aquele texto. E, ao refletir melhor, esqueci dele e me concentrei em outra forma de abordagem e argumentação.

            E agora, quando novamente perco todo o texto, desta vez pela queda de energia. Foi uma advertência?    

            Será que novamente a queda de energia para não salvar o texto na verdade é para me salvar? Sem ironias, qualquer que possa vir a ser a minha resposta – que agora não faço ideia de qual será – decidi não escrever/reescrever o que tinha escrito. Nada!

            Salvo com certeza não está o caro leitor diante desta Coluna, hoje, pois energia é o que não se tem por aqui. Espero que falte energia a quem lê capaz de não levá-lo a protestar pela falta de uma idéia luminosa deste escrevinhador que se despede, como o último a pagar a luz.

            Farei aqui uma exceção, não irei ler nada em voz alta, revistar o conteúdo… Será mandado tudo do modo como ficar escrito. A minha energia acabou!

            Faça como eu. Respire fundo. Conte até dez. Sugiro que ao respirar não inicie a contagem. Comece a contar pausadamente apenas após respirar. E Ele salva! Amém!

Fases de Fazer Frases (I)

            O talento é um alento. Para quem escreve ou para quem estiver lendo.

Fases de Fazer Frases (II)

            Ainda que seja de graça, o conselho pode evitar desgraça.

Fases de Fazer Frases (III)

            Percorro e corro do tempo, com o tempo do jorro contratempo.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Esqueci o que iria escrever neste espaço. Porque agora quando digito não me descuidei de salvar todo o texto. Está salvo!

Reminiscências em Preto e Branco

            O que for salvo, salve! E o que não for salvo? Solvido ficou.