Quando a passividade anulo o conhecimento

Conte-me, e eu vou esquecer. Mostre-me, e eu vou lembrar.

Envolva-me, e eu vou entender.

Confúcio

            Através da escola, professores, funcionários, estudantes e pais devem manter uma relação de envolvimento com todo o processo educacional. O conhecimento é a palavra-chave: a razão de ser do ensinar/aprender.

            O conhecimento não brota vigorosamente caso o solo onde sejam lançadas as suas sementes (o que se ensina) seja de uma aridez tamanha que se caracterize infértil. Até mesmo as melhores sementes (todo o patrimônio do conhecimento caracterizado por uma multiplicidade de saberes) não se tornarão frutos se não forem devidamente acolhidos.

            A infertilidade do solo se chama passividade, pois é a passividade o grande causador para que o conhecimento não se produza. Primeiramente cabe ao professor – antes mesmo de ensinar – não ser passivo, mas sim se colocar diante do conteúdo que ministrará de modo crítico, é ele que precisa se convencer que sabe o suficiente para se tornar capaz de acrescentar o conhecimento adquirido com o que ele já sabe e o que juntos tal experiência pode proporcionar, no caso acrescentar ao conhecimento já existente a inovação do próprio conhecimento.

            De nada adiantará um bem preparado professor se não existir por parte do estudante uma atitude que vá além de ser meramente alguém que recebe estaticamente o que lhe é ensinado. Caso o estudante seja passivo, será também como solo infértil, nada brotará, sequer o conhecimento acumulado pelo professor feito boa semente, que não vingará, morto antes de germinar porque a passividade é aridez e praga ao mesmo tempo.

            Uma das características maiores do conhecimento é a sua dinamicidade, é quando ele carece de ser acrescido, o que se chama evolução.

            Além disso, o professor não poderá jamais ser ofendido quando é comum alguém na sala de aula, já no primeiro dia, lhe perguntar para que serve esta matéria?, caso o professor efetivamente não tenha refletido o suficiente para responder antes de tudo para si mesmo, ele faltamente estará envolto numa passividade que precisará urgentemente ser afastada dele mesmo, questionamento que não pode ser levado como ofensa, mas como desafio, desafio diante de todo o conhecimento, antes mesmo de ele ser apresentado, pois o para que serve é tão importante quanto o conteúdo a ser ensinado, na junção salutar entre teoria e prática, não necessariamente nesta ordem.

Fases de Fazer Frases (I)

Sexo? Nexo? Nada de complexo: tudo com amplexo!

Fases de Fazer Frases (II)

             Um agnóstico pode fazer diagnóstico?

Fases de Fazer Frases (III)

            Sem sombra de dúvida é assombrosa a dúvida.

Fases de Fazer Frases (IV)

            Ao não evoluímos desperdiçamos o melhor que devíamos nos tornar.

Olhos, Vistos do Cotidiano

            Em todo o Paraná os estabelecimentos que vendem comida no sistema em que o consumidor se serve estão obrigados a colocar um vidro protetor nos recipientes onde são colocados os produtos alimentícios. Sem por vezes se dar conta, o contato se torna direto, pelas mãos ou salivação ante a vulnerabilidade dos alimentos oferecidos. A Associação de Bares e Restaurantes diz não ser contra a nova lei, porém observa que a exigência deveria ser feita junto aos fabricantes dos equipamentos, que são vendidos sem tal proteção.

Reminiscências em Preto e Branco

            Quando ouvia, dando a atenção a todo e qualquer ser humano, ele sempre era peculiar, aliás, como poucos, o quanto poderia ser proveitosa uma simples conversa, para a vida. Refletia com serenidade ímpar e foi assim que foi amealhando ao longo dos anos amizades sólidas repletas de consideração e afeto, num fluir simples, autêntico e cristalino como a água de um ribeirão com as suas pedras a filtrar o próprio tempo passando, seja nas correntezas e quedas fenomenais ou na mansidão pura, em todos os momentos com a mesma importância a mover as rodas d’água da vida. 

            Ele sabia partilhar o que melhor possuía e recebia de bom grado tudo que lhe dessem, habitualmente com o sentimento de humildade, que por fim, tanto o enobrecia no ser caráter e personalidade.

            A água do ribeirão evaporou-se na eternidade celestial, fazendo cessar para sempre a roda d’água da vida que tinha e proporcionava aos seus. Mas as águas que correram prosseguem a alimentar sonhos e realizações que sempre foram inspiradas pelo seu belo e cativante exemplo de homem abnegado a enaltecer e principalmente a fazer por um mundo melhor, mundo esse – dos seus familiares e amigos – que se entristece totalmente com a sua partida. Carlos Matsura despediu-se da vida no último dia oito, aos 73 anos.