Ignorância conveniente

Uma frase atribuída ao primeiro ministro britânico Winston Churchil, esteio da Inglaterra em sua participação vitoriosa na 2ª. guerra mundial, serve bem para os dias de hoje em que a transparência virou exigência absoluta. Disse Churchil: leis e salsichas é melhor que o povo não saiba como são feitas. Do mesmo modo, talvez a frase do Delúbio em relação  à transparência nas doações de campanhas, embrião do mensalão, talvez fosse válida: Transparência demais é burrice. No estado de espírito demonstrado pelo povo brasileiro, quando das inúmeras manifestações ocorridas em junho, cujo estopim foi o aumento nas passagens de ônibus mas que desencadearam demonstrações de descontentamento em inúmeras direções, se ainda prevalecendo, talvez fosse melhor que determinadas informações não vazassem para não aumentar a revolta. Como os R$ 220 milhões de bônus adicionais às emendas parlamentares, oferecidos pelo governo federal para conseguir a votação do Orçamento, obrigação legal do mandato de deputado e senador; igualmente a divulgação das folhas  de vários órgãos, como o mais recente: da Câmara Municipal de Curitiba. Com  inúmeros salários  e aposentadorias  que ultrapassam 20, 30, 40, 50 mil reais; ainda bem que acessíveis apenas a meia dúzia de gente com mais domínio da Internet. Valores capazes de causar uma comoção pública. No caso da Câmara, dados que não resistiriam a uma investigação como a que a Gazeta do Povo realizou na Assembleia, desnudando seus Diários Secretos. O resultado seria o mesmo, inclusive com gente processada. Louve-se a propósito o resultado da atual administração da AL, especialmente Valdir Rossoni, presidente, e Plauto Miró, primeiro secretário. Se em quatro anos a comprovada economia que fazem vão chegar a mais de R$ 500 milhões, imagine-se o desperdício ocorrido nos anos anteriores.

Esvaziamento mental

Este final de dezembro marca o início de um período de recesso na política brasileira. As ações vão ficar restritas às pessoas envolvidas nas discussões relativas às eleições de 2014, preparando-se para as marchas e contra-marchas típicas de campanhas. Político nunca desliga! Atividades visíveis serão poucas. Menos mal. Tempo para o colunista e seus sete leitores esvaziarem as cabeças de informações, poucas boas infelizmente, acumuladas durante o ano.

Renovação de propósitos

O espírito dominante neste período, especialmente entre os cristãos, leva a uma avaliação otimista do que pode ocorrer em 2014. Renove pois o ilustre leitor, seus propósitos em favor de um país melhor, consciente de que  muito do que vem acontecendo no país, é fruto de nossa omissão. Uma atitude pró-ativa de todos, ajudará a mudar o quadro atual.

Operação Cartão Vermelho

Um fato  anti-esportivo, gerou uma medida drástica: a prisão dos envolvidos no triste espetáculo da Arena Joinvile. Atleticanos e vascaínos que participaram do episódio vão ser punidos. No mínimo com a vergonha que passaram perante vizinhos, ao serem presos pelas polícias de Curitiba e Rio. Como ‘cartão vermelho’ significa punição, um nome apropriado para a operação. Para as famílias, momentos de apreensão e tristeza. 

Boas novas

Algumas notícias boas ocorreram neste final de ano, por aqui: como a informação de escolas localizadas em regiões menos favorecidas, que apresentaram bom desempenho no IDEB; fruto da mudança da grade curricular, de maior participação das famílias, e claro, empenho das administrações e professores. Também o bom crescimento do PIB paranaense, o dobro do brasileiro (próximo a 4,9% x 2,3%) contrariando certo pessimismo que até a imprensa se encarregou de divulgar. O crescimento de 2014 deve ser ainda maior.

Reflexão

As reuniões de fim-de-ano, marcam a alegria  da reunião dos familiares e o ressurgimento de algumas situações mal resolvidas, entre os parentes. É o momento de prevalecer o espírito cristão, capaz de fazer aflorar o mais sublime dos sentimentos: o do perdão!