Conciliação

O Conselho Nacional de Justiça, organismo criado para entre outras atuações, fiscalizar a própria Justiça, tem marcado presença importante em todos os estados brasileiros com medidas de alta relevância. Ainda recentemente ocorreram duas intervenções suas que afastaram presidentes de Tribunais de Justiça, no Paraná e na Bahia. Levando em consideração o altíssimo número de processos em julgamento que faz com que o conceito de Justiça seja prejudicado, tem realizado Semanas Nacionais de Conciliação. Como a VIII, que promove agora. A tentativa é reduzir esse estoque que atualmente ultrapassa 91 milhões de ações em todo o Brasil. Como afirma a sabedoria popular, justiça tardia não é justiça. Assim, com esse volume quase inimaginável em tramitação, a medida tomada pelo CNJ, tem resultado em um razoável desafogo. A conciliação, por ser um ato espontâneo, ocorre de comum acordo entre as partes. Em não havendo concordância com seu resultado, que pode ou não ter advogado acompanhando as partes, a ação seguirá os trâmites normais. Para esta Semana, no Paraná, 1.500 processos de conciliação estão agendados. Evento de  importância  como diz o conselheiro Emmanoel Campelo, coordenador do Comitê Gestor Nacional da Conciliação do CNJ, para que processos sejam solucionados de maneira mais rápida, e a Justiça de fato seja feita, essa VIII Semana foi aberta segunda-feira pelo presidente do CNJ em Brasília, ministro Joaquim Barbosa. No Paraná, com a presença no presidente do TJ, desembargador Guilherme Luiz Gomes e as principais autoridades do setor. 

A toque de caixa

As recentes alterações promovidas  na Câmara e no Senado sobre votações abertas, apenas retirou a expressão secreta para as cassações de mandatos. Como nos regimentos internos daquelas Casas permanece a determinação de que as votações, nesses casos, deve ser secreta, o jeito, para não terem questionamentos as cassações que devem ocorrer dos deputados mensaleiros, vai ser mudar os regimentos a toque de caixa.

Opção Dilmicha

Informação de Brasília assegura que para o deputado peemedebista Marcelo Almeida, que organizou o jantar que a bancada paranaense do partido terá com o vice-presidente Michel Temer, hoje, não haverá risco do Diretório Nacional impor uma decisão. No máximo Temer vai mostrar sua preferência por candidatura própria ou aliança com o PT. Poderá prevalecer a mesma decisão tomada pelo PTB: apoio a Dilma e a Beto Richa, trabalhada pela bancada estadual.

De volta

Se a decisão liminar que afastou Fábio Camargo do Tribunal de Contas, for mantida pelo Tribunal de Justiça paranaense, nova eleição será marcada para preenchimento da vaga. Candidato inicial da Assembleia Legislativa, Plauto Miró, tido como eleito até o surgimento da candidatura de Fábio, investigada também pelo STF por suposto tráfico de influência entre os três poderes, recolocará sua candidatura.

Brasilerro é bonzinho

Um fenômeno curioso, típico da política brasileira. Depois da inevitável repercussão da condenação e prisão (parcial por enquanto) dos mensaleiros, protagonistas de um dos maiores escândalos brasileiros de desvio de recursos públicos, quando se imaginava a repercussão negativa que teria sobre os partidos envolvidos e seus seguidores, a pesquisa Datafolha aponta crescimento da candidatura da petista Dilma Rousseff à reeleição. Brasilerro é bonzinho dizia personagem do Viva o Gordo vivida pela linda loira esposa do compositor e cantor Carlinhos Lira.

Em choque

O Datafolha confirmou pesquisa do Ibope. No momento a presidente Dilma venceria em todas as simulações. Apenas quando Marina Silva e José Serra (hoje descartados) aparecem na mesma, ocorreria segundo turno. O detalhe curioso foi o acréscimo do nome do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, em notável evidência pelo julgamento do mensalão. Seu nome receberia expressiva votação. Longe ainda de alcançar o primeiro lugar.