Jornalistas a perigo
A recente denúncia feita pela coluna sobre a vergonhosa situação da ferrovia norte-sul, iniciada no governo de José Sarney (1985-90) e até agora engolindo bilhões de verbas governamentais, sem que nenhuma locomotiva tenha passado por seus trilhos, foi tema de reportagem do Fantástico. Um vexame nacional. Prova inconteste da incompetência governamental para gerir obras públicas que consomem o rico dinheirinho da violenta carga de impostos que incide sobre os brasileiros. Quando começar a vigorar a nota fiscal acrescida dos impostos referentes aos produtos adquiridos, os moradores de rua, que neste frio que se aproxima conseguem dormir à custa de litros de cachaça (quando não morrem de coma alcoólico), vão saber que até eles pagam alto ICMS sobre o líquido sonífero. Não por acaso o telespectador que viu aquela reportagem, irrita-se ao ficar sabendo que um dos responsáveis pelo escândalo ferroviário, o notório Dr. Juquinha, tem dezenas de milhões de reais de sua fortuna pessoal contestados pelo Tribunal de Contas da União.Já esteve preso mas responde em liberdade, se é que ainda não prescreveu o processo contra ele. O fato notável é que ele, que por bom tempo dirigiu a Valec, outra estatal que como a maioria delas tem estado em destaque negativo, acaba nada devolvendo do que ‘supostamente’ surrupiou. No jornalismo investigativo é bom sempre colocar o ‘supostamente’, para não ficar sujeito a uma ação por abalo moral. No Brasil, o denunciante tem mais chance de ser preso que o denunciado. Aí estão vários importantes jornalistas brasileiros respondendo a ações de gente como o deputado Paulo Maluf, com milhões depositados em paraísos fiscais já admitidos pelos próprios bancos, que ele afirma sistematicamente: nego.
Incentivo
O projeto de Lei do Incentivo ao Esporte, elaborado pelo deputado Ney Leprevost (PSD), corroborado por mais três parlamentares, deve sair do papel. A garantia foi dada a ele, pelo governador Beto Richa que deve encaminhar o projeto nos próximos dias à Assembléia (a iniciativa deve ser do Executivo).
Cuidando da base
Nesse encontro Ney deve ter comunicado ao governador, sua decisão de não aceitar o convite para ocupar uma Secretaria. Com base eleitoral forte em Curitiba, Leprevost entende não ser vantajoso ocupar um cargo que exige ação estadual, quando daqui há pouco mais de um ano teria que deixá-lo para a disputa de novo mandato parlamentar. Fica cuidando de sua base.
Cavalo encilhado
Bom político, vocação revelada desde os vinte e poucos anos quando ocupou a Secretaria de Esportes e Turismo (projeto Piá Bom de Bola), Ney entende que sua grande chance de voltar ao Executivo foi perdida em 2006, quando esteve com um pé na vice-governança, na candidatura de Osmar Dias ao governo. Se tivesse entrado naquela oportunidade, com seu prestígio em Curitiba, Ney poderia ter ajudado Dias a vencer Requião.
Disputa acirrada
Começa a pegar fogo a disputa pela vaga que ocorrerá no Trinal de Contas, por conta da aposentadoria compulsória do Conselheiro Hermas Brandão (70 anos completados neste final de abril). Tida como certa a escolha do deputado Plauto Miró Guimarães, já que a escolha caberá à Assembleia, o nome do também deputado Fábio Camargo ganha expressão. Com apoio fortíssimo, por várias circunstâncias, vindo da Casa ao lado, o Tribunal de Justiça, comandado pelo seu pai desembargador Clayton Camargo.
Em choque
A disputa pelo cargo vitalício no Tribunal de Contas, cresce de expectativa pelas características que marcam tais escolhas. O voto no Plenário é fechado. Por tido sido desobedecida esta regra, a indicação de Maurício Requião foi questionada, já que sujeita à pressão de seu irmão governador. O presidente Rossoni porém garante que a oitiva dos candidatos será aberta. Os quatro quesitos a que responderão poderá ser assistidos por quem tiver interesse, garante o presidente da AL. Pratica já adotada na eleição do hoje Conselheiro, Durval Amaral.
