Mudanças urgentes

Enquanto uma reforma tributária não for realizada pelo governo federal, privilegiando os municípios, abrindo o poder central (cada vez mais poderoso e menos democrático na economia)  mão de recursos que são canalizados para Brasília; enquanto as Contribuições, forem benefício exclusivo do governo federal; enquanto o governo puder dar isenções que incidam sobre o IR e o IPI, que compõem os Fundos de Participação de estados e municípios; enquanto o governo criar projetos cuja execução dependa de investimentos municipais; na lista de exigências para a regularidade das administrações municipais, não se incluir a aplicação rigorosa da Lei de Responsabilidade Fiscal que pune com prisão, desvios de condutas dos administradores públicos. Sem que tudo isso ocorra, a cada mudança de comando a grita será intensa. Como a que ocorre agora! Vê-se de tudo. Ficando a análise apenas aqui no Paraná já temos exposição parcial de veículos sucateados em Alto Piquiri que, com crédito cortado na praça e na vizinha Campo Mourão, onde compras eram realizadas, o início das aulas ocorrerá sem que os ônibus escolares rurais estejam em funcionamento. Em outras  localidades fatos folclóricos ocorreram, como a entrega às pressas no final do mandato, de um prédio na importante terceira cidade do estado, Ponta Grossa, com um banheiro transparente ou a suposta entrega de chaves de casa populares não construídas em Piraí do Sul (o ex-prefeito Toto nega o fato). Uma choradeira sem fim que engloba inclusive, dívidas impagáveis (no caso, sem graça nenhuma) e salários atrasados. Quadros que desmerecem um regime democrático como o nosso.

Choradeira…

Nem Curitiba e outros municípios maiores, escapam à choradeira de janeiro. Na Capital, dívidas que em alguns casos não tinham sequer sido empenhadas são denunciadas, embora o ex-prefeito Luciano Ducci afirme que deixou dinheiro em caixa e uma situação financeira confortável. As dívidas são  pagáveis com 15 dias de arrecadação, afirma.

…geral

Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz, também tomam medidas que suspendem pagamentos, podendo inclusive ter serviços essenciais suspensos, caso de Paranaguá com o lixo acumulado. Só Cascavel, entre os maiores municípios, por ter continuidade administrativa, denuncia qualquer problema.

Força total

Em Paranaguá, uma situação no mínimo inusitada ocorre com a posse do novo prefeito e do novo presidente da Câmara. Pai e filho ocupam os cargos: Mário Roque e  Marquinhos Roque. Além deles, para completar o quadro de poder, o filho Marcelo foi indicado para uma supersecretaria. Na cidade portuária, a Câmara consome 6% do orçamento municipal.

Derrota inicial

O que chamou a atenção dos analistas políticos foi o fato de, com todo esse poder , projeto que permitiria ao prefeito gastar 25% do orçamento sem pedir autorização à Câmara, foi derrotada por 13 votos e 2 abstenções, graças à pressão popular. Embora demonstre poder a situação pode ser perigosa para pai e filhos, agora na mira de uma população atenta.

Rabos presos

As candidaturas de Henrique Eduardo Alves (PMDB) para a presidência da Câmara Federal e Renan Calheiros (PMDB) no Senado, ocorrem debaixo de denúncias altamente comprometedoras. Verbas a empresas fantasmas e emendas parlamentares a empresa de assessor de seu gabinete, incomodam Henrique. Já Renan é questionado por questões ecológicas em empresa de que participa.

Em choque

Pressionado por tais denúncias, o deputado Henrique Alves movimenta-se para obter maiores apoios. O governador Beto Richa sofre tentativa de cooptação (janta hoje com ele em Brasília) para tentar ajudar a angariar votos da bancada tucana na Câmara em seu favor.

Este é um jantar que pode ser indigesto! Já Renan parece não ter obstáculos à sua frente, embora o consumo de Sonrisal tenha aumentado em seu eleitorado.