ONG, sim!
Governo, numa democracia como a que se pratica no Brasil, é uma espécie de ONG. Como essas modernas, inventadas por quem tem correligionários no poder e que ao contrário do nome, vive de contribuições do povo. Forçadas. A origem do dinheiro é a mesma. Da mesma forma, as estatais como a Petrobras, Eletrobrás e outras que tais, assim como as que existem nos estados, tipo Sanepar, Codepar (depois Badep), Telepar num passado não tão distante, e até a poderosa Copel, surgidas por contribuições públicas, criando fundos para atender às necessidades de um estado do Paraná, jovem e carente em que tudo estava por fazer. Só que de apoiadores forçados, já que as contribuições foram compulsórias, os paranaenses viraram contribuintes mensais. Assim aconteceu com a Petrobras, motivo de inúmeras campanhas que apelavam para o orgulho cívico: O PETRÓLEO É NOSSO. O que pouca gente sabe é que detendo o monopólio de exploração, ela pouco achava, até que um governador chamado Paulo Maluf (de triste conceito em outras áreas) resolveu contestar essas inoperância e monopólio, criando a Paulipetro. De lá para cá, pressionada, a estatal associando-se a outras empresas estrangeiras, com capital e interesses, transformou-se numa gigante. O que pouca gente continua a saber é que, em situações como as vividas agora pelo vazamento de pequenas proporções como o da Chevron, surge o fato de que a estatal brasileira é responsável por 30% do prejuízo. Essa é a sua participação na sociedade. Quanto será em outras que pesquisam e exploram petróleo no Brasil? Além disso, que tipo de fiscalização ela (Petrobras – sócia minoritária) e a Agência Nacional de Petróleo exercem sobres as atividades dessas parceiras. Serão todas majoritárias? Perguntas a serem respondidas quando o pré-sal é o grande mote do futuro econômico do país!
Orgulho caro
Outra indagação que o Brasil intui mas não faz: por que, sendo auto-suficiente como se apregoa em petróleo (grosso) e refinando o petróleo fino, exportando gasolina a preço de banana (Argentina e Paraguai que o digam), vende internamente um produto caríssimo? Que vantagem o brasileiro leva! O estrangeiro paga o produto importado do Brasil sem impostos. A Venezuela faz melhor!
Para as calendas
Aos poucos o assunto Câmara de Curitiba começa a entrar no esquecimento. Licença de noventa dias do presidente, meses de recesso e teremos aí um novo Derosso, pronto para se reeleger vereador e com aval de vereadores, reeleger-se também presidente da Casa. Afinal como afirmou uma veterana vereadora, cada vez que o cargo estava em disputa (já lá se vão 15 anos) todos reconheciam que era menor deixá-lo com ele. Ave César!
Assessoramento em xeque
Com o nível de insegurança que o Paraná atingiu, o que menos se necessitava é dessa situação complexa em que a Polícia Militar foi envolvida em seu alto escalão. Assunto que mereceria uma explicação mais razoável. Será que só agora se soube do relacionamento do comandante exonerado em função de parentesco com pessoas envolvidas em atividades tidas como ilegais? Para que o governo mantém uma Casa Militar, com gente do ramo, para ser apanhado num episódio desses com as calças na mão?
Olho vivo!
A situação do brasileiro não é tão otimista quanto o governo tenta mostrar. Os números previstos para o movimento comercial deste final de ano não são os mesmos das previsões iniciais. O endividamento recorde estimulado pelo próprio governo é o resultado da imprevidência. Crédito farto em tempos de crise, confirma o dito: dia de muito, véspera de nada!
Em choque
Pelo menos no papel, já que orçamento é obra de ficção, além dos investimentos obrigatórios em saúde e educação, o Orçamento estadual que começou a ser votado ontem (em tempo recorde como a coluna adiantou), vai destacar recursos para a segurança.. Promessa de campanha do governador Beto Richa.
