Situações vexatórias

Alguns  políticos brasilienses têm realmente que tentar calar a imprensa. (A generalização é perigosa como ficou claro no caso do CNJ). Jornais e revistas livres que produzem uma matéria como a da Veja, intitulada “A festa dos bodes”, merecem ser calados. Ou processados com um pedido de indenização milionária por calúnia e difamação. Com a certeza de que ganharão se a ação cair em última instância nas mãos de ministros de tribunais superiores que participam de festas. Se calarem, consentiram! O que se assiste  hoje no país, é a festa da impunidade. Políticos, inclusive alguns cassados e condenados, caso do ex-senador Luiz Estevão (31 anos de prisão, respondendo em liberdade), acusado juntamente com o famoso juiz Lalau, de desvio de R$ 169 milhões da obra do TRT de São Paulo, confraternizando com seus advogados que, por sua vez, são amigos de ministro do STJ que participa de festas mirabolantes na Sodoma e Gomorra brasileira e que hoje responde pelo nome de Brasília. Ou realmente tais autoridades, como o ex-presidente e todo poderoso presidente do Senado acreditam que podem fazer o que bem entenderem neste país, pois terão as ações que correm contra si ou  familiares,  caso de Fernando Sarney, anuladas nos tribunais superiores, como aconteceu na semana que passou. Por coincidência o mesmo filho que, flagrado em uma reportagem  do Estadão, foi beneficiado com decisão judicial que proibiu o jornal de voltar a tocar no assunto. Uma medida que faria os censores do período revolucionário corarem de vergonha. Até hoje a decisão da Justiça do Maranhão ainda vigora contra o Estadão. Depois, alguns puristas do Judiciário brasileiro, ainda querem tirar poderes do CNJ que, com eventuais excessos, está recuperando o conceito desse Poder no Brasil. Só parece não ter chegado a Brasília.

Empréstimos bem aplicados

Há quem conteste o fato de os aumentos orçamentários para a saúde (17%), educação (12%) e segurança (20%) no Paraná para 2012, serem bancados por empréstimos. Num país (o Paraná está inserido nele) em que se toma empréstimo para cobrir déficits orçamentários por conta de aumento nos custos públicos de toda ordem (menos no essencial) a prioridade do atual governo merece aplausos.

Democracia cara

Ao invés de se estabelecer segundo turno para cidades que têm mais de 100 mil eleitores (a medida hoje vigora para as de mais de 200 mil) o que se deveria era reunificar todas as eleições num só dia. De vereador a presidente da República eleitos de 4 em 4, ou de 5 em cinco anos. O modelo em vigor hoje, com eleições de 2 em 2 anos, só faz encarecer a democracia que se pratica por aqui.

Apoio garantido

O Paraná poderá ter mais um ministro no STJ. O desembargador Nefi Cordeiro, hoje no Tribunal Federal da 4a. Região, foi o mais votado na lista tríplice que chegará às mãos da presidente Dilma, para substituir o ministro aposentado Aldir Passarinho Jr.. Participante do julgamento que anulou as provas levantadas na Operação Dallas, contra supostas irregularidades na administração do Porto de Paranaguá, se escolhido, terá na sabatina a que será submetido no Senado o voto certo do senador Roberto Requião.

Namoro explícito

Bastou o TSE aprovar a existência legal do PSD, novo partido fundado por Gilberto Kassab para dar guarida a políticos descontentes com suas origens sem perder o mandato, para o governo já convidá-lo para “a mesa do banquete”. Em princípio a resposta foi “não! Somos independentes”. Em bom português, “depende dos agrados”!

Em choque

Recado mais do que claro da presidente Dilma, sobre novo imposto para a saúde: “Não aceitem em hipótese alguma que a saúde do Brasil não precisa de mais dinheiro” (…) “Nós vamos melhorar a gestão da saúde neste país. E quando ficar claro para a população que ela precisa de mais coisa, ela mesma vai se encarregar de pedir”