Problema dos fios soltos em postes permanece em Campo Mourão
Em outubro do ano passado uma audiência pública foi realizada na Câmara de Vereadores de Campo Mourão para definir ações práticas em relação ao problema do emaranhado de fios sem utilidade pendurados em postes por toda a cidade. Além da criação de um Comitê Gestor por parte do poder público, as operadoras de telefonia e TV comprometeram-se e fazer uma força-tarefa na semana seguinte para retirar os fios pendurados.
Mais de dois meses se passaram e basta circular pelas ruas da cidade para ver que as decisões não foram colocadas em prática: fios permanecem pendurados nos postes. A reportagem da TRIBUNA apurou que o Comitê Gestor também ainda não foi criado. “No dia seguinte à audiência algumas operadoras retiraram fios em alguns pontos mais críticos, mas andando pela cidade a impressão é que a situação piorou”, disse o vereador Sidnei Jardim, que foi o proponente da audiência pública. Ele afirmou que tem cobrado da prefeitura a criação do Comitê Gestor.
O secretário municipal de Fiscalização, Controle e Ouvidoria, Cristiano Augusto Calixto, disse que o volume de atividades no fim do ano com a programação Cidade Natal e período de recesso atrasou a criação do Comitê, mas que está tudo encaminhado para ser implantado neste início de ano. A finalidade do Comitê, que além da prefeitura deverá ser composto por representantes do Poder Legislativo, Copel e operadoras, é encontrar uma solução definitiva para o problema.
“Por toda a cidade há fios arrebentados e soltos nas vias públicas. Ou ainda amarrados em árvores, por exemplo. Na maioria dos casos, essa fiação pertence a empresas dos ramos de telefonia fixa, internet e TV a cabo, entre outras”, disse o vereador. Em frente a Secretaria Municipal de Ação Social, por exemplo, uma caixa de transmissão do poste está quebrada e fios soltos chegam à calçada, ao lado de um ponto de ônibus.
O vereador observa que os fios arrebentados e pendurados, além de causar uma grande poluição visual, pode causar prejuízos ao sistema de distribuição, comprometendo os postes e as próprias instalações. “Além disso, expõe ao risco toda a população, principalmente idosos e crianças, que por vezes passam próximo à fiação exposta sem saber se está conectada a energia elétrica ou não”, alerta.
Na audiência pública a Copel reclamou das operadoras que utilizam os postes e que os fios não têm identificação. Já as operadoras responsabilizaram a prefeitura por podas de árvores e a Copel por troca de postes que rompem fios. Outra reclamação colocada na audiência é que caminhões com cargas altas rompem fios, especialmente no centro da cidade.

