Dívida da Santa Casa de Campo Mourão passa de R$ 40 milhões

Apesar dos avanços na estrutura e dos serviços prestados à população, a situação financeira do Hospital Santa Casa de Campo Mourão continua difícil, com o caixa no vermelho.  Segundo o presidente da entidade, Pedro Montans Baer, atualmente a dívida passa de R$ 40 milhões. O valor acompanhando também pela alta taxa de juros consome e muito o fluxo de caixa do hospital, segundo ele. 

“A gente tem uma dificuldade enorme de fechar as contas no azul. Ano passado foi um ano bem complicado em termos de resultados”, informou. Diante do cenário, Baer comentou que a diretoria está intensificando o diálogo com os municípios da região, Governo do Estado, e com os próprios deputados para tentar mais ajuda no custeio, considerado hoje o principal problema da Santa Casa.

O presidente informou que o valor de custeio mensal da Santa Casa é de cerca de R$ 4,3 milhões, ou seja, hoje a dívida é dez vezes maior que este valor. Já o faturamento anual do hospital é aproximadamente R$ 50 milhões.  “A gente tem conseguido ter evolução de atendimento e estrutura, mas quanto mais a estrutura melhora, mais a população demanda e mais aumenta o custo e isso é um ponto critico que precisa ser resolvido”, falou.

Baer afirmou que aumentar a arrecadação do hospital está entre as prioridades da gestão. Para isso, ressaltou ele, está buscando maior apoio junto às prefeituras de Campo Mourão e região e cobrando mais dos deputados que representam a região e Governo Estadual e Federal. “Vamos buscar mais recursos promovendo a economia com o que temos sem prejudicar a qualidade do atendimento”, falou.

A Santa Casa de Campo Mourão é hospital referência em atendimento em saúde para toda a Comcam, que abrange mais de 320 mil habitantes. Baer acrescentou que o objetivo para este ano é continuar melhorando a gestão do hospital com intuito de buscar a diminuição de sua dívida.  

Doação de órgão

Em 2019, o hospital Santa Casa de Campo Mourão, por meio da CIHDOTT – Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante – realizou 44 doações de órgãos e tecidos. O hospital notificou 30 óbitos por morte encefálica, porém dois não estavam aptos para a doação de múltiplos órgãos.

As famílias destes 28 casos de óbito foram atendidas pela equipe multiprofissional que oportunizou a realização da doação de órgãos e tecidos para transplante conforme direito da família previsto em legislação vigente. No entanto, 12 optaram por não doar. O mês de outubro foi o que teve maior número de doações e pela primeira captação de pulmão realizado no Hospital.

Dos 42 casos de óbito por Parada Cardiorrespiratória ocorridos em 2019, viáveis para doação de Tecidos, foram acolhidas e entrevistadas 26 famílias que optaram em realizar a doação de tecido ocular e 15 famílias que optaram por não doar. Outras cinco famílias foram acolhidas, mas não foram entrevistadas devido a problemas logísticos relacionado a tempo insuficiente para a realização do processo e a ausência de responsável legal para autorizar a doação.