Governo exonera ex-prefeito de Goioerê após operação do Gaeco
O ex-prefeito de Goioerê, Luiz Roberto Costa, foi exonerado do cargo que ocupava na Casa Civil do Governo do Paraná após desdobramentos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A exoneração ocorreu nesta sexta-feira (15) após o governo estadual tomar conhecimento da investigação conduzida pelo Ministério Público. Luiz Roberto Costa exercia função de assessor na estrutura da Casa Civil do Estado. Até o momento, o Governo do Paraná não divulgou detalhes sobre os motivos específicos da exoneração, limitando-se a informar o desligamento após a repercussão da operação.
Batizada de Operação Enigma, a ação é coordenada pelo núcleo do Gaeco de Umuarama, com apoio de equipes de Santa Catarina, e investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. Segundo o Ministério Público, as apurações apontam que empresas ligadas ao empresário teriam sido utilizadas para movimentações financeiras incompatíveis com a renda oficialmente declarada. Conforme o Gaeco, foram identificados cerca de R$ 5,7 milhões em recursos sem origem comprovada, incluindo aproximadamente R$ 935 mil movimentados em espécie. Conforme o portal “Umuarama News”, as investigações apontam ainda movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo saques e retiradas que somariam cerca de R$ 11,9 milhões em dinheiro e cheques sem identificação dos destinatários finais dos valores.
Costa possui longa trajetória política em Goioerê, onde exerceu mandato como prefeito do município e também ocupou cargos ligados à administração pública estadual. O ex-prefeito já havia sido alvo anteriormente de questionamentos judiciais relacionados à gestão municipal.
Em 2021, o Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra ele e outras pessoas, envolvendo supostas irregularidades na emissão de empenhos e pagamentos de bens e serviços durante sua administração em Goioerê. Segundo o MP, as irregularidades teriam causado prejuízo de aproximadamente R$ 90 mil aos cofres públicos.

