Casos de dengue têm aumento de 24,5% em uma semana na região

Com as chuvas e clima quente, os casos de dengue estão avançando significativamente na região de Campo Mourão. Da última semana para cá foram 64 novos casos da doença, um aumento de 24,5%. Os casos saltaram de 197 para 261 na Comcam.

Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), no seu boletim semanal. Os casos em investigação somam 1.601. A 11ª Regional de Saúde está em alerta intensificando as orientações e ações nos municípios. 

A recomendação é que as cidades intensifiquem os trabalhos de remoção de materiais que podem servir de criadouros ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. “Os cuidados devem ser redobrados”, orientou o chefe da Regional, Eurivelton Wagner Siqueira. 

Até o momento 18 dos 25 municípios da região têm casos confirmados de dengue. São eles: Araruna (1); Barbosa Ferraz (9); Boa Esperança (1); Campina da Lagoa (87); Campo Mourão (1); Corumbataí do Sul (1); Engenheiro Beltrão (1); Goioerê (1); Iretama (8); Juranda (1); Mamborê (3); Moreira Sales (6); Nova Cantu (1); Peabiru (5); Quinta do Sol (5); Roncador (5); Terra Boa (5); e Ubiratã (120).

Devido ao avanço da doença, os municípios vêm intensificando ações de combate ao mosquito com arrastões. Ações já foram realizadas em Farol, Goioerê, Roncador, Barbosa Ferraz, Moreira Sales, Nova Cantu, entre outros. 

O Paraná soma 3.129 casos no período epidemiológico, que teve início em agosto de 2020.  344 municípios têm notificações para a dengue e 212 apresentam casos confirmados. 7.491 casos seguem em investigação no Estado.

A dengue se manifesta com a febre, de início abrupto, associada a dores de cabeça, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e o surgimento de exantemas, que é a vermelhidão pelo corpo. Neste caso, no período de até sete dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem.

Os sinais de alerta a dengue apontando evolução para quadros mais graves associa dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, tonturas, sangramentos, queda no número de plaquetas, hipotensão, entre outros. Na dengue grave, podem surgir sangramentos severos, inclusive hemorragia digestiva, choques e formas de comprometimento neurológico, hepático e cardíaco.

A Sesa tem deslocado equipes da Vigilância Ambiental para orientação junto aos municípios que estão com incidência elevada. Além da orientação, as equipes da Sesa coordenam ações de busca e remoção dos criadouros do mosquito. Na região de Campo Mourão, alguns municípios já até iniciaram a aplicação do fumacê para combater o mosquito alado (na fase adulta). 

“A dengue exige atenção de todos; dos gestores das três esferas de governo, mas principalmente da população, pois cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor da doença estão nos quintais e ambientes internos das residências paranaenses. Esta é uma informação que repetimos sempre, como forma de alerta para que a comunidade nos ajude a combater a dengue, eliminando os focos que se concentram em recipientes que acumulam água parada”, alertou o secretário da Saúde do Estado, Beto Preto.