Chegada do frio reforça atenção para doenças respiratórias e medidas de prevenção
Com a aproximação do inverno, é comum o registro do aumento da circulação de vírus respiratórios, o que eleva a incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). O comportamento é recorrente nesta época do ano e exige reforço nas medidas de prevenção. O alerta é da secretária de saúde de Campo Mourão, Camila Kravicz Corchak.
Segundo ela, com as temperaturas mais baixas dos últimos dias, o município já registrou um aumento bastante significativo na procura dos serviços de saúde, principalmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Pronto Atendimento, no Jardim Lar Paraná, por pessoas com sintomas de doenças respiratórias. “As condições típicas do período favorecem a permanência em ambientes fechados, o que contribui para a disseminação de agentes infecciosos. Nesse cenário, práticas simples no cotidiano ajudam a reduzir o risco de transmissão e de agravamento das doenças”, alertou.
Segundo Camila, entre as recomendações estão a higienização frequente das mãos, a adoção da etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar, a preferência por ambientes ventilados, a não partilha de objetos de uso pessoal e a atenção a sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e cansaço, que indicam a necessidade de avaliação em serviço de saúde.
Outras recomendações são: ingestão de água para manter a hidratação, evitar exposições prolongadas ao frio e, em casos de sintomas gripais, utilizar máscara. “Em situações de febre persistente, falta de ar ou pioras em alguns dos sintomas, a pessoa deve procurar o médico em uma unidade de saúde mais próxima de sua casa”, orientou Camila ao lembrar a importância do uso consciente dos serviços de urgência e emergência, para não sobrecarregar o sistema e prejudicar os atendimentos que realmente são prioritários.

Além disso, a vacinação permanece como uma das principais estratégias de proteção, com impacto na redução de complicações e internações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. De acordo com dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as regiões Sul e Sudeste estão em alerta com risco moderado a alto para o aumento de casos, tendência que deve se intensificar ao longo dos próximos meses.
Camila ressalta que o crescimento de doenças respiratórias nesta época do ano é esperado, o que reforça a necessidade de prevenção, principalmente com as vacinas. “Vírus como Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principais causadores das SRAGs, podem evoluir para quadros graves e levar a óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, alertou.
Para se ter ideia, somente neste ano, o Estado já registrou mais de 4 mil casos e um número superior a 200 mortes por SRAG. Camila reforçou que os cuidados devem ser ainda maiores junto à população idosa, que geralmente é a mais afetada e está mais susceptível aos sintomas mais graves de doenças respiratórias. “Estamos entrando no período que é sempre o mais complicado, quando os vírus circulam mais, pois as pessoas acabam ficando em ambientes mais fechados. Além das medidas protetivas, como evitar aglomerações, é muito importante que todos busquem se vacinar. Vacina é a melhor forma de evitar que uma gripe, por exemplo, se transforme em um problema maior de saúde”, ressaltou.
A secretária reforçou que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são fundamentais para proteger a população, principalmente os grupos prioritários. Camila lembrou que o Paraná está em meio à Campanha de Vacinação para a Influenza, que ocorre até 30 de maio. A meta é imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza, que incluem: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.
A vacina também é ofertada a outros grupos prioritários, como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
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A vacina contra a Covid-19 está disponível para públicos prioritários, incluindo crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes, pessoas em instituições de longa permanência, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes em medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.
Camila acrescentou que, além de doenças respiratórias, o inverno também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), entre outras complicações vasculares. “Isso pode ocorrer porque o frio vai provocar a contração dos vasos sanguíneos. É como se eles ficassem mais apertados, o que pode elevar a pressão arterial, aumentando o esforço do coração. Para a gente prevenir isso, tem que manter o corpo aquecido, controlar regularmente a pressão arterial, diabetes e colesterol, não interromper a medicação de uso contínuo, manter uma alimentação o mais saudável possível e praticar atividade física com orientação profissional”, frisou, ao acrescentar que, se o paciente apresentar qualquer sinal suspeito, como dor no peito, tonturas, fraqueza, dificuldade para falar, deve buscar imediatamente atendimento médico. “O diagnóstico precoce é essencial para evitar a evolução para quadros graves”, disse.

