Coamo projeta faturamento de até R$ 31 bilhões em 2026

A Coamo Agroindustrial Cooperativa deverá encerrar 2026 com faturamento entre R$ 30 bilhões e R$ 31 bilhões. A projeção foi apresentada nessa quarta-feira (9) pelo presidente dos conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, a jornalistas durante o evento “Encontro com a Imprensa”, em Campo Mourão. Gallassini também prevê um resultado positivo no fechamento do exercício, apesar dos riscos climáticos e das incertezas envolvendo a oferta de fertilizantes para a próxima safra.

Se confirmada, a estimativa representará crescimento nominal entre 4,5% e 8% na comparação com os R$ 28,7 bilhões de receita global registrados pela cooperativa em 2025. Em valores, o avanço poderá variar de aproximadamente R$ 1,3 bilhão a R$ 2,3 bilhões. “Nós temos um faturamento grande, que deve ultrapassar R$ 30 bilhões, R$ 31 bilhões. Um resultado muito bom. As cooperativas [Coamo e Credicoamo] vão ter sobras e tudo mais, mas sempre com essa ameaça de alguns problemas, principalmente climáticos”, observou Gallassini.

A projeção aponta para uma retomada no crescimento da receita da Coamo após dois anos de estabilidade. Em 2024, a cooperativa registrou receita global de R$ 28,823 bilhões. No ano seguinte, o valor ficou em R$ 28,7 bilhões, uma diferença de aproximadamente R$ 123 milhões, equivalente a uma redução nominal de cerca de 0,4%. Apesar variação, a cooperativa encerrou 2025 com sobra líquida de R$ 2,019 bilhões. No período, foram recebidas 9,617 milhões de toneladas de grãos em suas unidades, o equivalente a aproximadamente 2,7% da produção brasileira.

O desempenho das lavouras ao longo de 2026 é um dos fatores que sustentam a projeção anunciada neste primeiro momento por Gallassini. A produção de milho segunda safra ganhou importância na área de atuação da cooperativa e ampliou o volume movimentado pelas unidades de recebimento. De acordo com o presidente, a Coamo espera receber aproximadamente 70 milhões de sacas de milho na safra 2025/26. O volume corresponde a cerca de 4,2 milhões de toneladas do cereal.

Na região de Campo Mourão, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima uma produção de 3,082 milhões de toneladas de milho em 496.150 hectares. Vale lembrar que a projeção da Coamo considera toda a sua área de atuação, enquanto a estimativa do Deral se refere especificamente à região de Campo Mourão.

WhatsApp

Canal exclusivo de notícias
no WhatsApp

Entre agora e não perca nenhuma notícia
de Campo Mourão e região.

Entre agora!

Próximo ciclo

Segundo Gallassini, a preparação da Coamo para o próximo ciclo agrícola já começou. A cooperativa antecipou a compra dos produtos necessários para atender os associados, enquanto parte dos produtores também iniciou a aquisição de sementes e fertilizantes para a safra de 2027, incluindo o milho segunda safra.

“Nós nos preparamos, já temos tudo comprado. O pessoal [os cooperados] já está comprando os insumos para a safra 2027, de milho segunda safra. Já está comprando toda a semente e grande parte do adubo. Então, eu acho que, nessa parte econômica, nós vamos ter sucesso”, prevê.

Gallassini observou que a antecipação das compras é importante diante das dúvidas sobre a disponibilidade futura de fertilizantes. A preocupação está relacionada aos conflitos envolvendo países fornecedores e à capacidade do mercado de atender toda a demanda. “A grande ameaça são os fertilizantes, por causa das guerras. São países envolvidos que são fornecedores de fertilizantes e tudo mais. Então, teve gente que não comprou. Será que vai ter para todo mundo ou não? São anos de dificuldade”, alertou.

O presidente avaliou que o planejamento antecipado reduz parte da exposição da cooperativa e dos associados às incertezas do mercado. Ou seja, a compra prévia de sementes e de grande parte dos fertilizantes permite organizar o próximo plantio, embora os resultados continuem sujeitos ao comportamento do clima, aos custos de produção e aos preços pagos aos produtores.

Mesmo ao projetar um fechamento positivo para 2026, Gallassini voltou a apontar o clima como uma das principais ameaças ao desempenho do agronegócio. “Na parte econômica, nós vamos ter sucesso e um resultado muito bom. Mas sempre com essa ameaça de ter alguns problemas, principalmente climáticos”, reforçou.