IBGE visita domicílios de Campo Mourão e região em pesquisa sobre saúde

Moradores de Campo Mourão e de municípios da região poderão receber, até novembro, a visita de agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As entrevistas fazem parte da nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

Segundo o chefe da Agência do IBGE em Campo Mourão, Marcos Vinicius Vicente, o levantamento começou em julho e será realizado de forma gradual até o dia 30 de novembro. Como a pesquisa é feita por amostragem, apenas uma pequena parcela dos imóveis será visitada.

Em Campo Mourão, por exemplo, cerca de 30 domicílios foram selecionados para participar. Por isso, conforme Marcos, a maior parte da população não chegará a encontrar os pesquisadores nas ruas ou receber a equipe em casa.

“A pesquisa acontece em todo o Brasil e também nos municípios da nossa região, mas são poucos domicílios selecionados em cada cidade. Em Campo Mourão, que é o maior município da região, são aproximadamente 30 casas durante todo o período”, explicou.

Segundo Vicente, não há uma data definida para a passagem dos agentes por cada município. As equipes organizam o roteiro semanalmente e visitam os imóveis incluídos na amostra conforme o andamento do trabalho. Ele chama a atenção para a importância de informar a população, já que a pesquisa teve pouca divulgação nacional e alguns moradores demonstraram desconhecimento sobre o levantamento. “Algumas pessoas disseram que não tinham visto notícias sobre a pesquisa. É importante que saibam que ela está acontecendo até novembro e que alguns domicílios poderão receber os agentes do IBGE”, afirmou.

A Pesquisa Nacional de Saúde reúne informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, fatores de risco, acesso a consultas e tratamentos, utilização dos serviços de saúde e condições sociais dos moradores. Nesta terceira edição, aproximadamente 140 mil domicílios deverão ser visitados em todo o país. A entrevista inclui perguntas sobre a residência, o perfil dos moradores e a situação de saúde da família.

Um morador com 15 anos ou mais será escolhido para responder a um questionário individual. Durante a visita, também poderão ser aferidos peso, altura e pressão arterial.

Pela primeira vez, a pesquisa terá coleta de sangue e urina de uma parcela dos entrevistados. Essa etapa deverá envolver entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas. Os exames previstos incluem hemograma, colesterol e outros componentes do perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio. Também serão realizadas análises para chikungunya e para identificar a presença de chumbo e mercúrio no organismo.

A coleta e a análise das amostras serão realizadas com o apoio do Einstein Hospital Israelita, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Os resultados da PNS servirão de base para estudos sobre doenças crônicas, fatores de risco e outros problemas de saúde. As informações também auxiliam o poder público na avaliação dos serviços e no planejamento de políticas para a população.