Padre Jurandir faz reflexão sobre a fragilidade da vida
A igreja católica de Campo Mourão está de luto pelas mortes do padre Reinaldo Kuchla e do arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos, ocorridas no mesmo dia (11 de março). Enquanto Dom Mauro, que já foi bispo em Campo Mourão, era velado em Cascavel, o padre Reinaldo era velado na Catedral São José na manhã desta sexta-feira (12).
“Essa situação que estamos serve para refletirmos o quanto nossa vida é frágil. Temos força porque o que nos move é a fé e nossa vida é apenas uma realidade terrena, onde estamos condicionados a nossas dificuldades e sofrimentos”, disse o padre Jurandir Coronado Aguilar, durante o velório do padre Reinaldo, que já foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu.
Ele lembra que o Padre Reinaldo, que morreu vítima de um AVC, há anos enfrentava as limitações de sua saúde. “Ele exerceu sua vocação com dedicação e entusiasmo, não esmoreceu diante da fragilidade de sua saúde e deixou um legado de uma pessoa determinada e autêntica na sua fé e ministério”, disse o padre, ao lamentar a morte do colega.
A morte de Dom Mauro, vítima de Covid-19, segundo padre Jurandir foi uma surpresa. “Dom Mauro deixa a nós padres o testemunho de um bispo muito próximo, atencioso, que sabia ouvir e encaminhar. Era uma presença de apoio e de encorajamento aos sacerdotes”, comenta.
Segundo ele, mesmo abalada emocionalmente, a igreja mantém a firmeza na fé sobre a vida eterna após a morte do corpo. “Mas a vida também é um dom precioso de Deus e devemos cuidá-la, por isso a igreja orienta e colabora com o poder público no sentido de evitar a disseminação desse vírus que tem ceifado tantas vidas”, disse o padre Jurandir.

