Procon abre processo contra Copel e Sanepar por falta de energia e água em Campo Mourão
O diretor do Procon de Campo Mourão, Edilson Moreira, informou que o órgão abriu nesta terça-feira (1), processos administrativos contra a Copel e a Sanepar após o aumento das reclamações de consumidores por causa das interrupções no fornecimento de energia elétrica e água registradas no município, especialmente nesta terça-feira. As duas empresas terão de apresentar explicações detalhadas sobre os problemas e informar quais medidas estão sendo adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
A decisão foi tomada depois dos transtornos provocados principalmente pelos temporais que atingiram Campo Mourão e região. A falta de energia afetou diferentes pontos da cidade e também comprometeu o sistema de captação e tratamento de água da Sanepar, deixando bairros sem abastecimento e com baixa pressão na rede.
Na segunda-feira (31), a queda de energia na captação do Rio do Campo interrompeu a produção de água. Os reservatórios que abastecem a cidade praticamente chegaram a níveis mínimos e o sistema só começou a se recuperar nesta terça-feira, após o restabelecimento da eletricidade. Os reflexos chegaram também à rede municipal de ensino. Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil tiveram as atividades suspensas nesta terça por falta de água.
Segundo Moreira, toda essa situação envolvendo as duas concessionárias levou o órgão a formalizar a cobrança. “Em razão do número de reclamações que estamos recebendo, tanto em face da Copel como da Sanepar, nós abrimos processo administrativo para que as empresas apresentem respostas concretas e objetivas sobre quais medidas estão sendo adotadas para solucionar esses problemas”, afirmou.
Além das providências adotadas para restabelecer os serviços, o Procon quer saber quais ações estão sendo planejadas para reduzir os riscos de novas interrupções prolongadas em Campo Mourão. De acordo com Cordeiro, as empresas também terão de informar quantas reclamações receberam nos últimos 30 dias e apresentar detalhes sobre a estrutura disponível para atender ocorrências.
No caso da Copel, o órgão quer informações sobre o número de trabalhadores e equipes em atividade, além dos equipamentos disponíveis para atender às demandas provocadas por quedas no fornecimento de energia.
Já da Sanepar, uma das cobranças é sobre a existência de projetos para instalação ou ampliação do uso de geradores nos sistemas de captação e tratamento de água. A preocupação é evitar que uma interrupção no fornecimento de energia provoque, como consequência, a paralisação também do abastecimento de água. “Estamos solicitando se existe algum projeto em andamento para instalação de geradores de energia e se há algum outro plano de ação para situações em que ocorrer falta de energia pela Copel”, explicou o diretor.
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O Procon também “endurecerá” o tom quanto às respostas que serão apresentadas pelas concessionárias. Conforme Cordeiro, o órgão não aceitará justificativas genéricas. “Nós colocamos na abertura do processo que as respostas sejam claras, precisas, objetivas e fundamentadas. Não queremos aquelas respostas genéricas”, afirmou.
Segundo ele, caso as empresas não respondam aos questionamentos ou apresentem informações consideradas insuficientes, poderão ser adotadas medidas administrativas. “A ausência de resposta ou uma resposta não adequada poderá resultar em autuação e multa”, alertou.
Segundo Cordeiro, os processos administrativos agora seguem para manifestação da Copel e da Sanepar. A partir das respostas, explicou, o Procon deverá avaliar se as justificativas e medidas apresentadas atendem às cobranças feitas pelo órgão ou se haverá necessidade de avançar com procedimentos de autuação.
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A cobrança ocorre em meio a uma sequência de problemas enfrentados pelos moradores desde o fim de semana. Além das interrupções no fornecimento de energia, a falta de eletricidade na estrutura da Sanepar provocou reflexos no abastecimento de água, ampliando os transtornos para residências, estabelecimentos comerciais e serviços públicos.
A intenção do Procon, segundo Cordeiro, é não apenas obter explicações sobre o que ocorreu, mas também cobrar das concessionárias medidas que reduzam a possibilidade de novos episódios com impactos semelhantes sobre os consumidores.

