Região registra 46 casos de dengue e ultrapassa 800 notificações

A região da Comcam acumula 46 casos de dengue, sendo 42 autóctones – quando a doença é transmitida no município de origem do paciente – em 15 municípios neste ano. Os dados constam no boletim divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa/PR). Em relação ao levantamento anterior, publicado na última semana, houve oito novas confirmações.

Conforme os dados ao todo, a região soma 858 casos notificados e ainda 229 casos prováveis, que aguardam exames laboratoriais. Os casos confirmados estão distribuídos nos municípios de Altamira do Paraná (1), Araruna (1), Barbosa Ferraz (1), Campina da Lagoa (1), Campo Mourão (1), Engenheiro Beltrão (1), Fênix (1), Goioerê (2 ), Iretama (4), Janiópolis (1), Juranda (1), Moreira Sales (8), Quarto Centenário (5), Terra Boa (2) e Ubiratã (16).

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, fadiga, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sinais de sangramento, situações que exigem atendimento médico imediato.

No ano passado, as 25 cidades da região de Campo Mourão encerraram o período epidemiológico com 1.989 casos confirmados de dengue e 980 de chikungunya, conforme dados da Sesa/PR.

No Paraná, são 3.232 casos confirmados, com 42.510 notificações e 11.825 casos em investigação. Apesar da expressiva redução no número de casos e mortes por dengue no Estado nos primeiros meses de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos.

A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.

“As medidas de controle do mosquito devem ser mantidas rigorosamente. A limpeza de calhas, a vedação adequada de caixas d’água, o cuidado com os pratos de vasos de plantas e o descarte correto de lixo são ações fundamentais”, ressaltou a Sesa, ao lembrar que o engajamento da população é o fator determinante para manter os índices da doença sob controle e garantir a proteção de todos contra as diferentes variações do vírus da dengue.

Vigilância

No Paraná, a vigilância laboratorial acompanha a circulação viral de forma ininterrupta desde 1995. O histórico estadual mostra uma alternância na predominância dos sorotipos ao longo dos anos. O DENV-1 foi o mais frequente até 2018, seguido pelo predomínio do DENV-2 nos anos de 2019 e 2020. A partir de 2021, o DENV-1 voltou a ser o principal responsável pelas infecções no estado. No entanto, um dado que chama a atenção das autoridades sanitárias é a reintrodução da circulação do sorotipo DENV-3, registrada a partir de 2024.

Entre o primeiro dia do ano e o final de abril de 2026, os laboratórios do Estado processaram mais de seis mil amostras para identificar a circulação dos quatro sorotipos. Desse total, mais de duzentas amostras apresentaram resultado positivo para dengue, todas provenientes de pacientes que residem no Paraná. A análise revelou a manutenção da predominância do sorotipo DENV-2, mantendo o padrão que já havia sido identificado ao longo de 2025.

Dicas de prevenção

  • Tampe caixas d’água e proteja os ralos com telas
  • Higienize bebedouros de animais de estimação
  • Deixe os recipientes que possam acumular água de boca para baixo
  • Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana; se precisar mantê-los, deixe em locais cobertos e protegidos da chuva
  • Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira
  • Limpe calhas e a laje da casa e coloque areia nos cacos de vidro do muro que possam acumular água
  • Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
  • Descarte todo e qualquer lixo de forma correta, com lixeiras fechadas e abrigada da chuva
  • Verifique os quintais e varandas para não deixar nada que possa acumular água. Uma tampinha de garrafa pode ser suficiente para o desenvolvimento de mosquito

Principais sintomas

  • Febre alta de início súbito
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Cansaço e mal-estar
  • Náuseas e vômitos
  • Manchas vermelhas na pele