A consciência do eleitor é individual ou coletiva?

“Vote sempre por princípios, mesmo que vote sozinho e poderá

guardar a doce lembrança de que o seu voto nunca se perde”.

John Quincy Adams

O eleitor tem o direito de manifestar para quem ele votará ou dizer em quem votou. Ao mesmo tempo, o voto é secreto, ninguém é obrigado dizer em quem votou.

O brasileiro vota tendo como critério a consciência individual. A capacidade de perceber e interpretar é o que forma a consciência particular, e, assim sendo, o voto do eleitor leva em consideração sobretudo a consciência própria, personalidade individual, portanto. O caráter individual está ligado a crenças e sentimentos pessoais, experiências de cada um.

Este seria, ou é, o seu caso, caro eleitor e leitor?

Já a consciência coletiva, que também diz respeito a convicção e sentimentos individuais, mas que abrange motivos comuns, encontráveis facilmente no povo.

Este seria, ou é, o seu caso, caro eleitor e leitor?

Ainda que próprias, a consciência individual pode ser determinante na escolha, mas que, sem contradição, é influenciada pela percepção coletiva, de uma grande maioria das pessoas.

É o eleitor cidadão que decide como fixa o voto: por uma escolha pessoal ou influenciado e mesmo estabelecido por grupos que integram uma ampla e diversa massa chamada de sociedade.

O meu voto não muda nada, ditado popular que vem à tona sempre nas eleições. Assim todos se conformam ou se deixam influenciar por outros fatores.

Seja qual for o comportamento do eleitor, ele deve ser respeitado. Mas nem sempre os eleitores se respeitam, quando reproduzem a conduta de uma boa parte dos candidatos entre si na campanha, insultados mutuamente até.

Vontade própria e talvez única, é o voto que refletirá a consciência individual. E a vontade coletiva é o voto que vai ao encontro da maioria ou de uma parcela, e que resulta no que pronunciam as urnas.

A consciência individual e particularmente aquela que depende apenas e tão somente a de cada pessoa, no caso a escolha pelo voto dos que efetivamente representam a vontade dele e independentemente das dos demais.

A consciência social vai além, ou não se vale da particular, é coletiva como expressão pela qual o eleitor se considera como partícipe de uma vontade que se somará aos demais eleitores, ainda que não sejam todos.

Tais consciências – a individual e a coletiva – existindo plenamente ou não, deveriam nortear as nossas condutas em relação ao primeiro e ao segundo turnos. Significa afirmar, é no primeiro turno, todos – e não mera força de expressão – deveríamos votar de acordo com o preponderante desejo da nossa consciência individual, a vontade só nossa e sem importar com a dos demais.

O segundo turno aponta na disputa os dois mais votados. Valerá mais a consciência coletiva, para legitimar, mais ainda a dita vontade da maioria.

Afinal de contas, a expressão correta e simples sobre o significado do que vem a ser Política é: Ação coletiva.

Que todos votem ou tenham votado bem, e de acordo com a sua consciência, própria ou social.

Fases de Fazer Frases (I)

Ética leva acento, embora tenha quem não acentue.

Fases de Fazer Frases (II)

Não confundamos: Truque com troque; Troco com truco.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Até as eleições ninguém poderá ser preso, a não ser em flagrante. E após as eleições? Não serão presos os políticos…?

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Semana passada foi para lá de revoltante a queda de energia praticamente por toda a cidade e a demora do retorno da luz. É a dona Copel no centro das atenções, desfilando a incompetência, que não ocorreu apenas em Campo Mourão e região, mas em todo o Paraná.

O tema, a venda da Copel foi assunto abordado pelos candidatos ao governo no debate televisivo, na semana anterior.

E os candidatos a deputação da nossa região, diriam, ou dirão o quê?

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

No debate político-eleitoral nacional é abundante qualificar o ministro do STF – Supremo Tribunal Federal Flávio Dino como comunista e, por apenas esta condição, a desqualificação por completo: comunista. Tudo bem até aí, comunista é de esquerda.

Pois bem, por dedução, os demais são de direita, não é? E ainda assim, conforme a ótica de muitos, o que justifica tamanha crise do Supremo? Só o Dino que age política e eleitoralmente? Não se trata de defendê-lo, mas ele não é o único responsável por toda a crise daquela Corte. Os demais, todos de direita, são fracos?

Farpas e Ferpas (I)

Não troque o voto seu pelo hoje. Amanhã poderá fazer falta.

Farpas e Ferpas (II)

Nas eleições têm eleitor que esqueceu para quem votou.

O votado também esqueceu do eleitor esquecido.

Sinal Amarelo (I)

Um conselho poderá valer ouro, mas é de graça para quem o dá.

Sinal Amarelo (II)

A desconfiança deve vir antes da fiança.

Trecho e Trecho

“Homens se diferenciam pelo que mostram e se parecem pelo que escondem”. [Paul Valéry].

“Mede-se a grandeza de uma ideia pela resistência que ela provoca”. [Anaxágoras].

Reminiscências em Preto e Branco

O ano 1932 é marcado na história das eleições brasileiras por dois acontecimentos importantes.

O voto feminino, conquista do movimento das mulheres, que passaram a ter o mesmo direito então negado, claro pelos homens.

É também naquele ano que foi criada a Justiça Eleitoral no Brasil.

José Eugênio Maciel | [email protected]

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