A face do horror, o rosto da comoção

“O mal só se torna possível, não somente por causa daqueles que o querem

de forma consciente…. mas, também por aqueles que o banalizam!”

Hannah Arendt

O coração mourãoense verte sangue.

É imenso o sentimento ante a tragédia que, banalizada por quem a perpetrou, causa repulsa em todos nós.

Campo Mourão é luto. Vidas estioladas inocentemente. Brutalidade.

Pessoas superlotaram o velório desde os primeiros instantes e durante toda noite e dia. Espontaneamente imbuídas no acerbado sentimento solidário, a buscarem consolar a família dos mortos.

Uma cidade inteira perplexa. Consternada.

O luto diretamente da família do Márcio Bertoldi Geraldo, 43 anos e Michael Zachytko, 38. Nos meios de comunicação de massa e redes sociais, testemunhos desde então com riquezas de detalhes sobre a vida deles, pessoas do bem, íntegras, exemplares em família, na profissão, vasto contingente de amigos.

Tinham uma longa estrada pela frente, continuariam a praticar o que bem agora inspiram, o bem.

As pessoas atingidas, famílias com riscos, sequelas. O sangue formou poças, grudou no piso, colou no coração de todo cidadão mourãoense.

Nesta catarse, uma corrente de orações e pensamentos positivos é emanada para com pessoas e nomes que nunca serão esquecidos, cujo amparo é uma multiplicidade de cooperação: Izabela Roberto de Carvalho, 23 anos e Fábio Piassa, 41.

Cabe fazer menção sobre o alvo do atirador, tiros a esmo e a ímpeto nefasto. Veridiana Gaya Menin Machado Sate, o alvo. 40 anos, que tem uma filha, pertence a família tradicional de Campo Mourão e Mamborê, o coração deles também jorra sangue, pois não ensinaram a filha nada que fosse desonra, desditoso comportamento da Veridiana, que, aliás, não é de hoje.

Nesta catarse, no sentido de expiação, os ânimos quanto a repulsa voltada para o atirador, pode-se afirmar que arrefeceram um pouco, diminuindo o clamor por justiça, uma vez que as Polícias, Delegacia, Ministério Público e Justiça agiram para que a resposta fosse imediata e firme, bem como o prosseguimento das investigações.

Da família onde aconteceram as mortes, que, também envolto pelo horror, anunciou a reabertura do Vip Empório, ambiente que recebeu a compreensão nessa retomada, mesmo a família e funcionários traumatizados, tentam – e espera-se – retomar a atividade.

Mas tem a família do adolescente, agora com 16 anos recém-completos, a mãe em nada contribuiu para exercer o papel que caberia como genitora, e, segundo o Ministério Público, ela nada fez para evitar a barbárie.

A tragédia com requintes de hediondez e sem um mínimo de civilidade, respeito – nem careceria de ser amor – para com o ser humano, Aliás, a atitude naturalizada no submundo do crime.

Fases de Fazer Frases (I)

A indignação é a legítima reação ante ao horror dos facínoras.

Fases de Fazer Frases (II)

A execução mortífera é uma crueldade sem requintes, inaceitável.

Olhos, Vistos do Cotidiano

É o chamado cotidiano o olhar que vertem o sangue, de lágrimas.

Caixa Pós Tal (I)

Dando sequência aos registros quanto aos cumprimentos pelos 38 anos da Coluna: “Comemorando mais uma das suas múltiplas qualidades, parabéns”, escreveu Álvaro Massareto. Cézar Bronzel, Edir Martins, Noêmia Ambrózio, Neuza Dantas, Leandro Venâncio de Souza e Cristiano Roza.

Caixa Pós Tal (II)

Da família Aldrigue, a começar pela querida esposa Tânia Regina Aldrigue Maciel:Parabéns pela dedicação, comprometimento narrando os fatos, pela criatividade das ‘ases de fazer frases’, ‘Farpas e Ferpas’ e ‘Reminiscências em preto e branco’, sou privilegiada em ouvir a coluna lida por você….esse escrevinhador que tanto admiro! Parabéns meu amor.” Dos diletos filhos dela Bruno Antônio, esposa Alice Maria e Ana Beatriz. (meus pelo afeto).

Que maravilha a sua dedicação”, escreveu Márcia Aldrigue (da Itália) e daquela país também a irmã Arlete, também da Itália. Dos Aldrigues Mário e Paulo.

Caixa Pós Tal (III)

Dos irmãos Carlos e Rosana Pescador, “Parabéns por tanta dedicação e sucesso nas escritas do cotidiano da vida e de tantas outras informações que você tão bem colocadas. 40 anos não é para qualquer um de coluna não é mesmo? Você é muito admirado por todos e é um presente sua inteligência ser repassada” registrou Rosana, e respectivamente o Carlos ressaltou o fato deste espaço sempre fazer referência com orgulho a Campo Mourão, “quase 40 anos de muita informação, notícia, um aprendizado”. Você é merecedor de todas as homenagens, pelas crônicas sobre os mourãoenses, citando fatos, fazendo análises, registros históricos”.

Caixa Pós Tal (IV)

E dos irmãos Bonetos, incluindo o tempo que trabalhamos juntos neste Jornal. Disse o jornalista da prefeitura Valdir Boneto: Você merece como grande escritor que é, tem sensibilidade em escrever, tem uma história muito bonita”. E do irmão Clodoaldo, Grande Maciel, parabéns!”

Farpas e Ferpas (I)

Quando a vida não mais pulsa, quem a tirou cabe-lhe a repulsa.

Farpas e Ferpas (II)

A tragédia intencionalmente é a tensão do horror da mente.

Sinal Amarelo (I)

Quem mata por encomenda nunca se emenda.

Sinal Amarelo (II)

A barbárie é estado puro da total incivilidade.

Trecho e Trecho

O mal sempre vai e volta”. [John Milton].

A ignorância do bem é a causa do mal”. [Demócrito].

Reminiscências em Preto e Branco

Eterna é a perda quando o devido reparo não restaura.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal