Quanto pior, melhor!

Num país em que a política  é dominada pelo fisiologismo, é natural que os partidos com programas mais adaptados ao limbo, se dêem bem. Alguns que defendem posições mais radicais, são menos visados por quem entra na política sem princípios a defender. Daí estar a política brasileira à beira da desmoralização total. É preciso igualmente considerar que o eleitor, enquanto obrigado a comparecer às urnas, não zele pela importância de seu voto. Aí residem duas das piores características a que a política brasileira foi levada pela atual legislação, condescendente com os partidos em sua origem e equivocada na aplicação de normas como a obrigatoriedade do voto. Ocorre que mudanças não interessam aos que se beneficiam do atual estado de coisas. Razão pela qual as reformas, especialmente a política, não contam com apoios dos poderes legislativos brasilienses. Estamos na fase do quanto pior melhor e nada leva a crer que o futuro acene para melhorias. As mudanças que podem ocorrer, dependeriam de uma reversão no eixo em que decisões possam ser tomadas. Explica-se: o Legislativo não vê com bons olhos interferências do Judiciário na formulação de leis. Caso da atual discussão em andamento no STF, sobre proibição de contribuições de empresas a campanhas, assunto mal visto pela Câmara e pelo Senado. Há mesmo um movimento no sentido de criar normas que anulem tais decisões se forem tomadas na Suprema Corte. O que comprova a tese nada otimista exposta pela coluna. Houvesse seriedade no trato dos assuntos importantes nas casas de leis, o Judiciário, também eivado de situações graves que o CNJ procura corrigir, não precisaria chamar para si a discussão desses temas.

Uma no prego…

Uma boa nova vem sendo anunciada pela ANS (Agência Nacional de Saúde), obrigando os planos que arrecadam bilhões de reais para suplementar o mau atendimento promovido pelos governos, a ampliarem suas faixas de atendimento. É necessária realmente essa intervenção severa da Agência reguladora junto a tais entidades, na medida em que elas, bem pagas, a cada dia se aproximam mais do precário atendimento do SUS. Basta tentar marcar uma consulta por plano de saúde, para constatar essa realidade.

…outra na ferradura

O elogio que cabe à ANS, não se estende a outras agências reguladoras, criadas pelo governo central para agirem em favor dos usuários e hoje, mais do que nunca, transformadas em meros cabides de emprego com o aparelhamento do Estado, em pleno vigor. A informação de que o aeroporto do Galeão, que há cinco anos passa por reformas para atender aos interesses turísticos da Copa, não ficará pronto a tempo é a prova cabal: Infraero e Anac, com gente demais interferindo, promovendo resultados de menos.

Ah, o campo!

Como sempre a produção agropastoril funcionando para salvar a lavoura da economia braisleira. Em 2013, mais um ano magro para a produção industrial que apenas no setor automobilístico, graças aos malabarismos pontuais do governo, se deu razoavelmente bem, a produção recorde de grãos, aumento de 16,2%, conseguiu evitar resultado piores a economia do país. A considerar o fato de que o ministério da Agricultura é um dos menos prestigiados no país.

Em choque

Uma nova estratégia na elaboração dos estudos que retificaram o projeto original do Metrô de Curitiba, prevista na lei das PPPs (Parcerias Público Privadas) denominada Procedimento de Manifestação de Interesse, vencida pela Triunfo Participações e Investimentos, proporcionou uma agilização do processo agora colocado em análise final. Permitiu à Prefeitura de Curitiba  encaminhar a procura dos investimentos necessários à obra. Resultado final: o governo central entrará com R$ 1,8 bilhão em  recursos orçamentários para a 1ª fase; o governo do Estado com R$ 700 milhões; a Prefeitura de Curitiba com R$ 700 milhões e a iniciativa privada com R$1,365 bi. Precisão de início: segundo semestre de 2014.