Campo Mourão

Candidato a vice-presidente do partido Novo participa de encontro em Campo Mourão

O professor universitário Christian Lohbauer, candidato a vice-presidente da República do Brasil na chapa de João Amôedo, do Partido Novo, esteve em Campo Mourão nessa terça-feira (25). Na ocasião, ele conversou com empresários da cidade e simpatizantes, em eventos no Centro Universitário Integrado (onde conversou com acadêmicos do Curso Superior de Direito) e na Coamo Agroindustrial Cooperativa. No Mini Auditório da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), concedeu entrevistas a órgãos de imprensa da cidade.

Na ocasião, além do trabalho que está sendo realizado por sua chapa, ele abordou vários outros assuntos, principalmente a respeito da situação que vive o País no momento e da intensa disputa eleitoral, que promete se acirrar nestas últimas semanas que antecedem o primeiro turno das Eleições, que acontecem no dia 7 de outubro.

Lohbauer comentou que estas eleições são as mais importantes da história da República. “Tem muita gente indecisa, muitos falando que vão votar branco, nulo ou até mesmo nem vão votar, que estão pensando no que fazer. Podemos ter um caminho bem diferente do que as pesquisas estão apontando. Porém, não sabemos o que vem aí, tudo até o momento são probabilidades”, destaca.

O candidato à vice-presidente aponta as propostas de sua chapa como diferentes das que trazem as outras candidaturas. Destaca que a polarização até o momento, favorecendo os dois candidatos primeiros colocados nas pesquisas, até o momento, surpreende. “Imaginava que estas duas candidaturas iam esvaziar quando se chegasse próximo das eleições, por uma série de motivos. Independente de quem vença o não, temo pela estabilidade da economia, do mundo do trabalho; porém, não quero crer que haja risco institucional, acredito que os três poderes vão continuar trabalhando e a constituição continuará a ser respeitada”, ressalta.

A questão do voto útil, que está sendo votada, desagrada Lohbauer, pelo fato de as pessoas pretenderem votar por medo e não por convicção. “Passamos 30 anos votando nos menos pior, a maioria absoluta dos eleitores no Brasil votaram desta forma desde 1990 até hoje no menos pior. Qual seria o menos pior? Vamos votar nesse. Porém, agora, no caso do Novo, apresentamos uma candidatura que é diferente, com partido e instituição nova, com programa de governo completo, com 150 páginas detalhando todas as políticas públicas. É um voto de convicção para quem tem uma visão de economia de mercado, para quem tem uma visão de desenvolvimento, mais liberdade, empreendimento, menos burocracia, investimento estrangeiro em infraestrutura, tudo o que não aconteceu nos últimos 20 anos. Porém, vamos acreditar que nestes próximos dias consigamos aí uma visibilidade ainda maior que dê uma alternativa para o eleitor”, ressalta.

Lohbauer comentou que o Novo já é uma nova marca na política. “Há três meses nem existíamos praticamente. Agora chegamos, sem nenhuma arrogância, com muita vontade de fazer diferente. Éramos apenas traço nas pesquisas, não apresentávamos probabilidade de votos, e agora já estamos entre os cinco finalistas, já ultrapassamos alguns favoritos. Apesar de não termos espaço televisivo nenhum, apenas mídias sociais, existe parte da sociedade que já se identificou com nosso programa e já somos um partido que já tem uma bancada. No mínimo vamos eleger seis deputados federais, e tenho certeza que se não for a única, vai ser a maior novidades, é a maior novidade da política brasileira nestas eleições”, ressalta.

Juventude e Empresariado

Lohbauer demonstra satisfação com a adesão da juventude ao Novo, por ser uma busca dos jovens por novas perspectivas. “A estrutura familiar foi muito afetada nos últimos anos, então o jovem fica ainda mais ansioso por entender o mundo a sua volta, encontrar um caminho. E encontrar um partido que fala a mesma língua que ele, é uma benção, desta forma ficamos contentes de ter a juventude junto conosco, pois isto representa uma esperança para o país do futuro”, falou.

Segundo ele, a presença dos empresários ao partido já é natural, pois a bandeira do grupo é empresarial. “Fizemos um partido para deixar quem quer trabalhar, trabalhar; pois hoje o Brasil é um país que quem quer trabalhar não consegue mais e quem não quer trabalhar impede quem quer trabalhar de trabalhar. Esta chave tem que virar, pois quem produz riqueza, quem emprega, quem paga imposto, são as empresas. E neste segmento incluo o pipoqueiro da esquina, pois ele promove as pessoas, ele emprega, ele tem o seu valor. Temos que prestigiar quem quer empreender, gente de todos os níveis. Na média quem mais paga imposto no país é o empreendedor”, analisa.

Quem é professor Christian

Professor Christian tem 51 anos e é candidato à vice-presidente na chapa de João Amoêdo pelo Partido Novo. Christian é Mestre e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), foi VP de Assuntos Corporativos da Bayer no Brasil, Presidente Executivo da CitrusBR, Diretor Executivo da ABEF e Secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de SP. Atua como professor convidado da Fundação Dom Cabral e é membro das diretorias da ABAG, CEAL, e Instituto de Relações Internacionais da USP. Ele tem vários livros publicados.