Paraná

Estudo avaliará impactos sociais e financeiros do trabalho da Cohapar

Representantes da Cohapar e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) se reuniram nesta sexta-feira (6) para discutir os detalhes de uma nova parceria entre os órgãos. O objetivo é elaborar um estudo aprofundado sobre os impactos socioeconômicos propiciados direta e indiretamente pelos projetos habitacionais coordenados pela companhia.

Múltiplos benefícios

“Nós queremos demonstrar que a quantia investida na construção de uma casa, em obras de infraestrutura ou em serviços documentais gera um ciclo econômico virtuoso, com a geração de novos postos de emprego, aumento da renda local e fomento ao comércio nos municípios”, explica o diretor Administrativo-Financeiro da Cohapar, Paulo Campos.

Segundo o assessor da Cohapar Marcelo de Lucca, a ideia surgiu de um trabalho anterior já iniciado, cujo intuito é demonstrar o resultado socioeconômico do trabalho da empresa, que vai além daquele público diretamente beneficiado com novas moradias ou com o reconhecimento de propriedade.

“A partir dos investimentos aplicados na construção de casas populares, por exemplo, boa parte do material utilizado nas obras é adquirida na região, bem como a mão de obra contratada”, relata. “Há ainda o retorno ao poder público por meio dos tributos arrecadados, como o ICMS, ISS e IPTU, entre outras fontes de recursos que podem ser reinvestidas em infraestrutura para os municípios”, conclui de Lucca.

Gestão Pública Estratégica

Para o presidente do Ipardes, Carlos Gomes Pessoa, “o alinhamento de pensamentos e estratégias com outros órgãos do estado ajuda o Governo do Estado a construir uma visão de gestão que prioriza ações voltadas ao desenvolvimento do Paraná”. 

De acordo com o diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, Julio Suzuki, que também acompanhou a reunião, os especialistas do instituto vão se debruçar sobre os cálculos do “retorno invisível” dado pela Cohapar. “São ações que ocorrem em consequência do trabalho da companhia, mas que até então não era encarada como um indicador de gestão”, explica Suzuki.