Região

Região tem 3.115 casos de conjuntivite e saúde fica em alerta

A situação mais grave foi registrada no município de Altamira do Paraná.
(Foto: Agência Brasil)

A 11ª Regional da Saúde de Campo Mourão divulgou na tarde dessa sexta-feira (13) um balanço preocupante: a região da Comcam está com 3.115 casos de conjuntivite. Todos os municípios estão com registros da doença. A situação mais grave foi registrada no município de Altamira do Paraná. De acordo com os dados, 10,43% da população da cidade estão com conjuntivite. São com 329 casos para 3.143 moradores.

Em seguida aparece Fênix, com 161 casos; e Terra Boa (752). Em Campo Mourão, de acordo com os números, são 460 casos. Os municípios com os menores números de casos são: Rancho Alegre D’Oeste (1); Farol (2) e Janiópolis (5). Veja abaixo a tabela completa com números por município. “É um número muito alto, algumas cidades no começo de março tinham apenas dois ou três casos, mas o número tomou proporções alarmantes em muito pouco tempo”, alertou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da 11ª Regional da Saúde, Anne Kulik.

Nesta semana, a 11ª Regional da Saúde notificou todos os municípios em relação à obrigatoriedade do registro de casos. O procedimento passou a ser adotado pela Secretaria Estadual da Saúde do Paraná em decorrência do aumento de registros da doença. Com os dados, será possível identificar as cidades em situações mais críticas para as medidas a serem adotadas.

Anne explicou que a conjuntivite é uma doença que inflama da conjuntiva (membrana que reveste os olhos) e pode ter dois tipos: bacteriana e viral. A mais comum é a viral. Os sinais e sintomas são olhos avermelhados e lacrimejantes, coceira, secreção ocular, pálbebras inchadas, entre outros. Até o momento não há registro de casos graves da doença na região.

Conforme a enfermeira, o meio mais eficaz contra a doença é a prevenção com mudanças simples de hábitos de higiene, como lavagem das mãos, não coçar os olhos, usar papel toalha para secar o rosto, as mulheres não compartilhar maquiagem ou qualquer outro produto de beleza, entre outros. As pessoas que forem acometidas pela doença, devem evitar sair em locais com aglomeração, como supermercados, feiras, igrejas, escolas, e academias para evitar a proliferação do vírus.

Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa o quanto antes. “Através da consulta o medico vai identificar se a doença é bacteriana ou viral e indicar o tratamento adequado”, disse Anne. Se não tratada adequadamente, a conjuntivite pode evoluir para um problema mais grave.

Diante da situação, a 11ª Regional está reforçando aos municípios que façam a divulgação em escolas, igrejas, entre outros locais de aglomeração com carros de som para conscientizar a população quanto aos ricos da doença para diminuir a transmissibilidade da mesma.

Sintomas

Independentemente do agente causador da infecção, os sintomas são os mesmos, assim como as formas de prevenção e tratamento. Os primeiros sintomas são vermelhidão, irritação, dor, sensação de areia nos olhos, dor intensa, inchaço e secreção, mas Anne ressalta que não é necessário apresentar um conjunto de sintomas. Apenas o surgimento de um deles pode indicar a presença do vírus ou bactéria.

Para evitar a contaminação, a orientação é aumentar a frequência da lavagem das mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, travesseiros e canetas e quem já está com a doença deve tomar as mesmas medidas para evitar espalhar o agente transmissor. Além de lavar constantemente as mãos e não coçar os olhos, é importante lavar os olhos e fazer compressas com soro fisiológico ou água limpa e fria e colírios antissépticos podem ser usados na higienização. Os colírios à base de corticoide e os antibacterianos, porém, só podem ser administrados com prescrição médica.

Como diferenciar os tipos de conjuntivite?

A bacteriana tem uma duração mais curta se for tratada corretamente. Os olhos ficam vermelhos e é bem comum sentir os olhos “purgando”, acordar com os cílios grudados e pegajosos. A transmissão se dá pelo contato manual e contaminação de objetos e o tratamento é feito com uso de colírios com antibióticos específicos.

A conjuntivite viral dura em média sete dias, mas pode chegar até 15 ou mais, dependendo do caso. Ela é altamente contagiosa, causa fotofobia e sensação intensa de corpo estranho. Dependendo do vírus pode apresentar sintomas semelhantes aos da gripe.

A conjuntivite alérgica tem como principal sintoma a coceira. A coceira é intensa e recomenda-se evitar coçar os olhos, pois o atrito pode causar traumas e até levar a deficiência da visão.