Saúde alerta sobre incidência do escorpião amarelo em Campo Mourão
O aparecimento de escorpiões amarelos volta a causar preocupação em Campo Mourão. Entre dezembro e o início deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu pelo menos cinco animais capturados por moradores dos bairros onde a incidência é mais alta, que são os jardins Copacabana e Copacabana II, Vila Rio Grande, uma parte do Lar Paraná, além de outro trecho que compreende a avenida Guilherme de Paula Xavier e Perimetral Tancredo Neves, entre a entrada do Lar Paraná e o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida da Vila Urupês.
No final do ano passado, uma pessoa acabou sendo picada por um escorpião amarelo. Ela procurou rapidamente o atendimento médico e por ser adulto, não teve maiores complicações. No entanto, a picada dessa espécie em crianças ou idosos pode causar sérias complicações ou mesmo a morte. Por terem a imunidade mais baixa, crianças e idosos correm mais risco, alerta o presidente do Comitê Gestor da Dengue em Campo Mourão, Carlos Bezerra.
Nos bairros onde a infestação é maior, os moradores já estão orientados sobre os principais cuidados. A orientação é que as pessoas mantenham a grama aparada, não deixem vegetação e folhagem crescer nos arredores da casa e também vedar as portas e caixas de gordura para que os escorpiões não adentrem nos imóveis, explica. A maior preocupação é com a espécie amarela. Os mais comuns encontrados em Campo Mourão e região são o pretinho, marronzinho e avermelhado. Esses não têm importância toxológica, mas em caso de picada, a pessoa deve procurar também o atendimento médico. Os locais de referência para o atendimento são o Pronto Socorro, Santa Casa e Posto 24 horas, diz Bezerra. Caso seja possível, é importante que a pessoa picada leve o escorpião para apresentar ao médico.
Região
região de Campo Mourão, várias cidades estão infestadas pelo aracnídeo e a 11ª Regional de Saúde tem mobilizado equipes para rastrear os locais de maior risco. Onde há registros da presença do bicho é feita busca ativa para tentar capturar o máximo possível. A captura é importante porque ele se reproduz sozinho, gerando de 25 a 26 novos bichinhos de uma só vez a cada cinco meses. E os que nascem já começam a se reproduzir também a partir de cinco meses, imagina o que isso representa no período de um ou dois anos. Por isso quando capturamos dois ou três já é motivo de comemoração, afirma Antonio Carlos de Araújo, agente de saúde da Vigilância Sanitária da 11ª Regional de Saúde.
Agentes de endemias de combate à dengue nos municípios da região também estão perguntando aos moradores durante as visitas se já houve aparecimento de escorpiões em casa, tudo para ajudar no combate desses animais. Todos os escorpiões e outros animais peçonhentos, como aranhas, cobras e outros que chegam à Regional de Saúde são encaminhados para o Laboratório de Zoonoses em Curitiba, onde são identificados por espécies.
Independente se a pessoa encontrou o preto, amarelo ou branco, pode nos acionar ou mandar para a Vigilância Sanitária para que possamos mandar para Curitiba. Segundo Araujo, nos municípios onde há maior infestação de escorpiões as buscas ativas acontecem a cada cinco meses, por conta do período de procriação.
Prevenção
Se tratando da terceira espécie de escorpião mais perigosa do mundo (amarela), é preciso saber como se prevenir. As principais vítimas, e as que correm o maior risco, são as crianças de até 12 anos e os idosos. Sendo assim, a recomendação é que os jovens utilizem calçados nos jardins e que o ambiente de casa esteja sempre limpo e livre de sujeira. Também deve-se evitar deixar louça na pia da cozinha e o lixo do banheiro deve ser retirado antes que ele acumule. Ralos e pias também devem ser tampados. Agindo assim o morador diminui a presença de baratas, que é a principal fonte de alimentação dos escorpiões e grande responsável por seu aparecimento nas residências. Nos quintais é preciso também evitar empilhamento de madeiras velhas e de telhas também.

