TCE aponta falhas em licitação do Condescom e determina correções

TCE-PR identificou falhas em pregão de R$ 66,3 milhões voltado à área educacional.

Visão aérea do TCE-PR, localizado no Centro Cívico de Curitiba

O do Estado do Paraná determinou correções ao Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento dos Municípios da Região de Campo Mourão () após identificar falhas em um processo licitatório de grande porte voltado à área educacional.

A decisão envolve o Pregão Eletrônico nº 5/2024, cujo valor máximo chegou a R$ 66,3 milhões, destinado à formação de ata de registro de preços para aquisição de material didático, coleções literárias e projetos educacionais a serem compartilhados entre os municípios consorciados.

De acordo com o TCE-PR, duas irregularidades comprometeram o procedimento: a falta de publicidade adequada, com ausência de publicação do edital de pré-qualificação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), e indicação de marcas sem justificativa técnica, o que restringiu a competitividade do certame.

De acordo com o TCE, o Condescom publicou o chamamento público apenas em seu diário oficial, em desacordo com a Lei Federal nº 14.133/2021, que exige divulgação integral no PNCP e resumo em jornal de grande circulação regional.

O relator do processo, conselheiro Ivan Bonilha, apontou que a pré-qualificação das marcas foi feita por uma comissão técnica temporária, formada por representantes das secretarias municipais de Educação, mas sem sustentação técnica robusta.

Segundo o voto, a aprovação de materiais de apenas duas editoras acabou servindo de base para o pregão eletrônico, mesmo com itens apresentados posteriormente sendo desconsiderados por não terem passado pela análise inicial da comissão.

O TCE concluiu que os vícios na pré-qualificação — tanto na publicidade quanto na análise técnica — reduziram a participação de interessados, ferindo os princípios da economicidade, da vantajosidade e da competitividade.

Com base em parecer técnico da Coordenadoria de Apoio e Instrução Suplementar (CAIS) e manifestação do Ministério Público de Contas, o TCE-PR determinou ao Condescom que adeque a publicidade dos editais às exigências legais em futuras licitações, deixe de utilizar a pré-qualificação realizada na Chamada Pública nº 1/2024 e apresente justificativas técnicas claras sempre que houver referência a marcas ou modelos específicos.