Mãe denuncia agressão contra filho autista em escola; município diz investigar
Uma mãe procurou a Polícia Civil de Peabiru para denunciar uma suposta agressão contra o filho de 9 anos na Escola Municipal Professora Abigail de Oliveira Guimarães, em Araruna. O caso teria ocorrido na tarde dessa quinta-feira (13), mas a denúncia foi registrada somente nesta sexta-feira (14). A Secretaria Municipal de Educação informou à TRIBUNA que, ao tomar conhecimento do caso, instaurou um procedimento interno para apurar a situação.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe foi até a escola por volta das 16h45 para buscar os dois filhos, um menino de 9 anos e uma menina de 8. De acordo com o relatado no documento, o garoto possui diagnóstico de Autismo, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), Transtorno de Conduta e Epilepsia.
A mulher relatou que aguardava o encerramento das aulas do lado de fora da escola, em um ponto de onde conseguia visualizar o interior da sala do filho. Em determinado momento, ela teria ouvido o choro de uma criança próximo ao portão e se deslocado até o local, mas não encontrou ninguém chorando.
Ao voltar a olhar para a sala, ela afirmou ter visto o filho discutindo com uma professora auxiliar de 16 anos. Na sequência, segundo a versão apresentada no boletim, outra professora teria se aproximado do menino e começado a discutir com ele.
Ainda conforme o relato, a criança levantou as mãos e fez um gesto como se fosse tocar a professora. Nesse momento, a profissional teria batido com as duas mãos nas mãos do aluno.
Ao presenciar a situação, a mãe entrou na escola para solicitar providências. No dia do registro policial, ela também compareceu ao Conselho Tutelar, onde foi realizada uma reunião. A mulher informou possuir algumas gravações de áudio desse encontro.
Conforme informado no boletim de ocorrência, o menino não apresentou lesões. A mãe declarou ainda que não existem câmeras de segurança no interior da sala de aula e que, no momento do episódio, apenas as duas profissionais estavam no local.
OUTRO LADO
A reportagem da TRIBUNA entrou em contato com a escola na tarde desta sexta-feira (14) e foi atendida por um representante da Secretaria Municipal de Educação, que preferiu não se identificar. Ele afirmou que, assim que tomou conhecimento da denúncia, o órgão iniciou a apuração do caso. “É um procedimento padrão e nossa obrigação investigar o que realmente aconteceu”, declarou. O representante acrescentou que a secretaria recebeu a informação com perplexidade.
A diretora da escola, que pediu para não ter o nome divulgado, também comentou sobre o caso. Ela informou que participou, na tarde desta sexta, de uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Educação para discutir as providências cabíveis. “Precisamos saber o que realmente aconteceu para prosseguir. Nós, enquanto escola, comunicamos imediatamente a Secretaria de Educação, que dará continuidade aos trâmites do processo. Se a agressão for comprovada, as medidas serão adotadas”, afirmou.

