Mulher é condenada por ajudar motorista a fugir após acidente que matou estudante

O Tribunal do Júri da Comarca de Mamborê condenou, nessa sexta-feira (31), a segunda pessoa denunciada pelo envolvimento no acidente que matou a estudante de medicina Elóra Madeira de Souza, de 25 anos, na rodovia BR-369, em maio de 2021. A acusada, identificada pelas iniciais S. de L. P., foi considerada culpada pelo Conselho de Sentença e condenada a dois meses e 24 dias de detenção, inicialmente em regime semiaberto. A pena, no entanto, foi substituída pela prestação de serviços à comunidade. Também foi imposto o pagamento de 139 dias-multa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a mulher auxiliou o motorista responsável pelo acidente a deixar o local antes da chegada das autoridades. Conforme a acusação, a fuga teve como objetivo evitar que o condutor fosse preso em flagrante e submetido ao teste do etilômetro, o que impossibilitou a comprovação de eventual consumo de bebida alcoólica momentos após a colisão.

O acidente aconteceu na noite de 2 de maio de 2021, nas proximidades da antiga praça de pedágio da BR-369, entre os municípios de Mamborê e Campo Mourão. De acordo com a denúncia, o motorista, identificado pelas iniciais E. L. M., conduzia uma caminhonete Fiat Toro. Após passar pelo sistema automático da praça de pedágio, ele teria acelerado, invadido a pista contrária e atingido transversalmente o Chevrolet Cobalt ocupado por Elóra Madeira de Souza e pelo namorado, André Vinícius Brizio da Silva.

A jovem, natural do Rio Grande do Sul e estudante de medicina, não resistiu aos ferimentos. André Vinícius Brizio da Silva sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves e permaneceu incapacitado para suas atividades habituais por mais de 30 dias.

Ainda conforme o Ministério Público, o motorista dirigia em alta velocidade e sob influência de álcool, assumindo o risco de provocar o acidente. Entre os elementos apresentados pela acusação estavam uma garrafa vazia de bebida alcoólica encontrada no interior da caminhonete, relatos de consumo de álcool antes da colisão e imagens que indicariam velocidade incompatível com o trecho, onde o limite era de 40 quilômetros por hora.

O motorista já havia sido julgado pelo Tribunal do Júri de Mamborê no dia 26 de junho deste ano. Após uma sessão que se estendeu ao longo do dia e entrou pela noite, ele foi condenado pelos crimes de homicídio simples e lesão corporal de natureza grave.

Ele foi condenado a 11 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O julgamento foi presidido pelo juiz substituto Renato Augusto Bonfim. Dez dias após o acidente, em 12 de maio de 2021, o motorista teve a prisão preventiva decretada e foi preso pela Polícia Civil de Mamborê.