Defesa Civil do Paraná faz levantamento de estragos por temporal em Altamira do Paraná
Técnicos da Defesa Civil do Paraná estiveram em Altamira do Paraná nessa quarta-feira (30) para avaliar os estragos provocados pelo temporal de terça-feira (29). Após uma reunião no gabinete da prefeita Elza Aparecida da Silva, a equipe saiu a campo para vistoriar os locais atingidos e levantar os danos.
Segundo informações preliminares, aproximadamente 50 residências sofreram danos. A chuva, acompanhada de fortes ventos, atingiu as áreas urbana e rural. Mais de 90% do município chegou a ficar sem energia elétrica.
O Hospital Municipal foi um dos prédios mais afetados. O vento destruiu a cobertura da ala que abriga o centro cirúrgico, uma sala de atendimento, consultório e recepção. A prefeitura, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a Câmara de Vereadores também tiveram danos.
De acordo com a prefeita Elza, a equipe realizou vistorias, levantamentos e orientou o município a identificar os principais impactos causados para definir as medidas necessárias para o atendimento às famílias e às estruturas atingidas.
“Neste momento, mais do que nunca, a união de esforços faz a diferença. Nossas equipes municipais, desde os primeiros momentos, estão nas ruas, trabalhando para atender a população e minimizar os impactos causados pelo temporal”, afirmou a prefeita. “Seguimos juntos, cuidando da nossa gente, dando assistência a quem precisa e trabalhando para que o município possa se recuperar o mais rápido possível”, complementou.
Além dos danos em imóveis, árvores foram arrancadas e derrubadas em diferentes pontos da cidade. Na zona rural, houve registros de quedas de árvores nas regiões da Estrada da Campina e da comunidade Cristalina.

Engenheiro Beltrão
Em Engenheiro Beltrão, também atingido pelo temporal, equipes municipais estiveram a campo durante toda a quarta-feira para avaliar os danos e trabalhar na recuperação dos locais afetados. Pelo menos 20 servidores da Secretaria de Obras foram mobilizados desde as primeiras horas da manhã para reparar estruturas, remover árvores e desobstruir ruas na cidade e nos distritos.
As escolas municipais com telhados danificados estão entre as prioridades. No distrito de Sertãozinho, a recuperação da cobertura da Escola Municipal Sebastião Viana exigirá cerca de 300 telhas. A Escola Irmã Dulce, em Figueira do Oeste, também teve parte do telhado danificada e passa por reparos. Na sede do município, o CMEI Pingo de Gente registrou a quebra de telhas de fibrocimento, que precisam ser substituídas.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os núcleos de tempestade se formaram com o encontro de uma frente fria com a massa de ar quente que predominava sobre o estado. A região estava sob aviso meteorológico de temporais emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com previsão de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo.

