Dengue acumula 91 casos e 1.334 notificações na Comcam
O número de casos de dengue aumentou na Comcam nas últimas duas semanas, conforme boletim atualizado divulgado na terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa/PR). A região saltou de 89 para 91 casos. Já as notificações subiram de 1.261 para 1.334. Há ainda 176 casos prováveis, que aguardam exames laboratoriais. No último boletim divulgado, este número era 169.
Os casos confirmados são nos municípios de Altamira do Paraná (2), Araruna (1), Barbosa Ferraz (2), Boa Esperança (1), Campina da Lagoa (1), Campo Mourão (1), Engenheiro Beltrão (1), Farol (1), Fênix (3), Goioerê (4), Iretama (4), Janiópolis (5), Juranda (1), Moreira Sales (12), Peabiru (1), Quarto Centenário (7), Roncador (1), Terra Boa (6) e Ubiratã (37).
Apesar da redução de confirmações nos últimos meses, os municípios seguem em alerta contra o vírus na região, mantendo ações de prevenção contra a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, como arrastões, Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), técnica que consiste na aplicação de produto específico em superfícies definidas e funciona como medida complementar de controle do Aedes aegypti, entre outras.
A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, fadiga, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sinais de sangramento, situações que exigem atendimento médico imediato. No ano passado, as 25 cidades da região de Campo Mourão encerraram o período epidemiológico com 1.989 casos confirmados de dengue e 980 de chikungunya, conforme dados da Sesa/PR.
No Paraná, são 6.191 casos confirmados, com 68.154 notificações e 11.682 casos em investigação. Apesar da redução no número de casos e mortes por dengue no estado em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos.
A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.
Dicas de prevenção
- Tampe caixas d’água e proteja os ralos com telas
- Higienize bebedouros de animais de estimação
- Deixe os recipientes que possam acumular água de boca para baixo
- Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana; se precisar mantê-los, deixe em locais cobertos e protegidos da chuva
- Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira
- Limpe calhas e a laje da casa e coloque areia nos cacos de vidro do muro que possam acumular água
- Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
- Descarte todo e qualquer lixo de forma correta, com lixeiras fechadas e abrigada da chuva
- Verifique os quintais e varandas para não deixar nada que possa acumular água. Uma tampinha de garrafa pode ser suficiente para o desenvolvimento de mosquito
Principais sintomas
- Febre alta de início súbito
- Dor de cabeça intensa
- Dor atrás dos olhos
- Dores musculares e nas articulações
- Cansaço e mal-estar
- Náuseas e vômitos
- Manchas vermelhas na pele

