Morre aos 93 anos Celeste Fiorese, pioneiro e produtor rural de Roncador

Morreu aos 93 anos de idade, o pioneiro e produtor rural de Roncador, Celeste Fiorese Neto. Ele faleceu no sábado (11). O velório aconteceu na Câmara de Vereadores, com várias homenagens ao pioneiro. O corpo foi sepultado nesse domingo (12) no São Judas Tadeu em Campo Mourão. Seo Celeste morreu em casa por problemas de saúde.

O pioneiro deixa a esposa Brigida Thereza Fiorese, de 91 anos, com quem foi casado por 71 anos, 8 filhos, sendo: Jose Paulo Fiorese, Maristela Fiorese, Vera Lúcia Fiorese (em memória), Marlene Fiorese, Joao Carlos Fiorese, Lenamar Fiorese, Luiz Antônio Fiorese e Maria Eloiza Fiorese; 14 netos; 11 bisnetos e uma legião de amigos e admiradores. “Meu pai descansou. Ele ficou lúcido até o último minuto”, falou a filha Marlene Fiorese.

Ela disse que o pai foi um homem à frente do seu tempo. “Nos ensinou a batalhar pela vida e não desistir nunca. Amava viver. Onde chegava, já virava presidente da Igreja, presidente de cooperativa e, se não tivesse uma, ajudava a montar. Gostava de festa e das tradições gaúchas e, da mesma forma, se não tivesse um CTG por onde passava, deixava sua marca e fundava um. “Orgulho de ser filha deste incansável guerreiro”, disse Marlene.

Último Natal da família com o senhor Celeste, em 2025. “Meu pai descansou. Ele ficou lúcido até o último minuto”, falou a filha Marlene Fiorese

De acordo com ela, o pai foi o primeiro produtor de soja em Roncador. Ele fundou também o CTG do município. Natural de Colorado, no Rio Grande do Sul, era, aliás, apaixonado pela cultura gaúcha. “Ele foi fundador também do CTG Índio Bandeira em Campo Mourão, lembrou a filha.

O pioneiro veio para o Paraná em 1.975, quando chegou a Campo Mourão. Depois mudou-se para Roncador em 1980, onde permaneceu até os últimos dias de vida. “Meu pai era muito católico. Devoto de São José. Quando ele chegava a uma comunidade, a primeira coisa que ele fazia era ir falar com o padre”, falou.

Outra marca de Celeste era a participação na comunidade. Ele tinha o dom de unir as pessoas pelo bem comum. Sua paixão, ressaltou a filha, sempre foi o Rio Grande do Sul e a cultura gaúcha. Ele se emocionava quando falava do estado de origem. O pai tinha o Grêmio de Porto Alegre como time. A paixão foi repassada aos filhos, que são todos gremistas. “Meu pai era aquela ‘cara’ que tinha o seu parreiral de uvas e fazia o próprio vinho e o próprio salame”, frisou a filha Marlene ao lembrar da grande quantidade de homenagens recebidas pelo pai em Roncador.