Obra de escola parada após R$ 1,48 milhão pagos será auditada em Campina da Lagoa
A obra da escola no distrito de Herveira, em Campina da Lagoa, voltou ao centro das discussões após a atual administração anunciar a realização de auditoria técnica, inspeção estrutural e elaboração de projeto de recuperação do empreendimento. A construção segue paralisada, mesmo após mais de R$ 1,48 milhão em pagamentos públicos.
A obra foi licitada em 2022 para implantação de uma escola com seis salas de aula e quadra esportiva, totalizando 1.323,11 metros quadrados. O valor máximo previsto para execução era de R$ 2.956.146,27, sendo R$ 2.326.354,51 oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e R$ 629.791,76 de contrapartida do município. O processo foi homologado pelo valor de R$ 2.882.200,00.
Conforme dados do Portal da Transparência, a empresa responsável pela execução recebeu R$ 607.752,85 em 2023 e outros R$ 877.008,31 em 2024, totalizando R$ 1.484.761,16 pagos pelo poder público.
Apesar do montante já desembolsado, a obra acabou paralisada e o contrato rescindido posteriormente. Na atual gestão, houve nova tentativa de licitação para retomada dos serviços. No entanto, a empresa vencedora desistiu da execução após apresentar justificativas técnicas relacionadas às condições estruturais existentes no local.
Diante da situação, a Prefeitura contratou a empresa ECOHIDRO Engenharia e Gestão Hídrica LTDA., ao custo de R$ 27.995,00, para realização de laudo de inspeção, auditoria técnica, projeto de reabilitação estrutural e atualização orçamentária da obra.
O prefeito do município, padre Gianny José Gracioso Bento, afirmou que a administração optou por realizar uma análise completa antes de retomar os trabalhos. “Estamos tratando essa situação com responsabilidade. Antes de qualquer retomada, precisamos garantir segurança estrutural, transparência e respeito ao dinheiro público. A população merece uma obra segura e concluída da forma correta”, declarou.
O gestor também destacou os prejuízos causados pela paralisação. “Uma obra desse porte parada representa desperdício de dinheiro público e prejuízo direto para a comunidade, que aguarda essa escola há anos. Nosso compromisso é buscar uma solução técnica e responsável para concluir esse investimento da maneira correta”, ressaltou.


