Região

Igreja subterrânea vira atração turística

Comunidade do Gavião, 18 quilômetros de Mamborê. A vila, que na verdade é sede de uma fazenda, abriga uma igreja subterrânea que se tornou atração turística na região. Um orgulho para as 12 famílias que moram no local. A Capela Sagrado Coração de Jesus, como é denominada, começou a ser construída em março de 1986. Quatro anos depois, em meados de 1990, mais especificamente no dia 4 de fevereiro, a obra foi inaugurada. O que era para ser um simples templo de oração aos moradores, se tornou um ponto turístico conhecido por pessoas de várias partes do Brasil e até de países de fora.

Clodoaldo Bonete/Tribuna do Interior

Igreja construída no subsolo chama também atenção pelo estílo rústico.
A capela foi inaugurada em 4 de fevereiro de 1990

Segundo registros,  antes da nova capela ser construída já existia uma velha igreja de madeira na comunidade. Porém, como a obra estava bastante danificada, e precisando de reparos, os moradores optaram por construir um novo templo. A planta foi projetada pela arquiteta Maria Beatriz Brunetta e construída por Eugênio Scheneider, ambos de Curitiba.

A capela, com espaço para mais de 50 pessoas, é toda construída em estilo rústico, as paredes são em pedras brutas. Alguns recortes em vidro dão um toque especial à obra, que recebe iluminação natural.  A primeira missa foi celebrada em 4 de fevereiro de 1990, pelo então falecido bispo Dom Virgilio de Pauli, e concelebrada pelo padre Ademar e frei Mario Brunetta.

O agricultor Ailton João Vaz, 55, que há oito anos está à frente da comunidade, informou que muitas pessoas de outras cidades e Estados comparecem ao local com único intuito de visitar a igreja. “As pessoas deixam para vir mais no final do ano”, disse. Ela acredita que a comunidade recebe “proteção divina” devido à capela. “Já cansei de ver temporais de chuvas atingir toda a região, mas desvia da comunidade”, disse.

Clodoaldo Bonete/Tribuna do Interior

Interior da Capela, com espaço para mais 50 pessoas

A esposa de Ailton, Nair Mello Vaz, é responsável pela limpeza da capela. Ela se diz orgu lhosa da construção. “É uma benção. Fazemos muitas amizades com pessoas que vêm de fora”, frisou. Nair comentou que a capela já foi palco de vários casamentos e batizados. Ela frisou que quando está no templo se sente em paz. “É um espaço abençoado. Repleto de energia positiva”, disse. A mulher mora na região com o marido há mais de 30 anos. Ela já foi professora na comunidade em meados de 75.

Segundo informou o casal, a comunidade se reúne uma vez por mês na terceira quarta feira do mês para participar da missa, sempre às 19 horas. Aos sábados são realizados cultos, também às 19 horas, e nas terças-feiras, catequese.

Constatação

Segundo registro histórico, a comunidade do Gavião passou a existir em meados de 1950. Na época o local era conhecido como serraria Liza, e posteriormente serraria do Sérgio. Segundo informações, um dos primeiros moradores do local se chama Garibaldi Vazini. Ele quem teria doado um terreno para a construção da primeira igreja em madeira, substituída, algum tempo depois pela atual.