Infestação do mosquito da dengue chega a 6,3% em Mamborê e deixa Saúde em alerta

Levantamento aponta alto risco para epidemia e reforça a necessidade de eliminar recipientes que acumulam água.

Situação aponta para o alto risco de epidemia da doença no município. População deve redobrar cuidados de prevenção

O município de Mamborê registrou índice de infestação de 6,3% pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da , da zika e da chikungunya. O resultado foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde e aponta uma situação de alto risco para epidemia da doença. A pasta reforça a necessidade de eliminar recipientes que possam acumular água.

O índice foi obtido pelo Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado para identificar a presença de larvas do mosquito e orientar as ações de prevenção. Os dados foram divulgados nesta semana.

O LIRAa é uma ferramenta usada para identificar áreas com presença do mosquito e direcionar as ações de controle. O resultado de infestação indica a presença do vetor; ele não corresponde ao percentual de moradores com dengue.

Casos de dengue

No último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgado recentemente, Mamborê não aparecia entre os municípios da Comcam com casos confirmados de dengue naquele levantamento. A região somava 91 confirmações e 1.334 notificações.

O município já vinha desenvolvendo medidas de combate ao mosquito. A Secretaria Municipal de Saúde já fez uma ação de limpeza, por exemplo, na Vila Operária e nos conjuntos Novo Horizonte e São João, após a identificação de larvas nessas regiões. Os moradores foram orientados a separar materiais que pudessem acumular água para recolhimento.

O município também utiliza armadilhas para identificar a presença do Aedes aegypti. A Saúde reforça a orientação para que os moradores fiquem atentos a possíveis criadouros.

A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, fadiga, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sinais de sangramento, situações que exigem atendimento médico imediato. No ano passado, as 25 cidades da região de Campo Mourão encerraram o período epidemiológico com 1.989 casos confirmados de dengue e 980 de chikungunya, conforme dados da Sesa/PR.

A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.

Dicas de prevenção

  • Tampe caixas d’água e proteja os ralos com telas
  • Higienize bebedouros de animais de estimação
  • Deixe os recipientes que possam acumular água de boca para baixo
  • Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana; se precisar mantê-los, deixe em locais cobertos e protegidos da chuva
  • Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira
  • Limpe calhas e a laje da casa e coloque areia nos cacos de vidro do muro que possam acumular água
  • Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
  • Descarte todo e qualquer lixo de forma correta, com lixeiras fechadas e abrigada da chuva
  • Verifique os quintais e varandas para não deixar nada que possa acumular água. Uma tampinha de garrafa pode ser suficiente para o desenvolvimento de mosquito

Principais sintomas

  • Febre alta de início súbito
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Cansaço e mal-estar
  • Náuseas e vômitos
  • Manchas vermelhas na pele