Do voto, pelo voto e para o voto
“Nada é mais difícil, e portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”.
Napoleão Bonaparte
Na nossa vida tomamos decisões. Elas variam em importância e consequências. Decisões individuais ou em conjunto como em família, trabalho, religião, negócio, profissão e em outros segmentos que participamos.
Mesmo quem absolutamente procura ficar indiferente ou manifeste toda forma de repulsa por se achar não político ou um antipolítico, faz uma escolha, já que negar a política de alguma forma é, por si só, um ato político.
Mais ainda em ano de eleições não existe como se manter alheio, indiferente, neutro como se elas não existissem. Estão aí. O resultado das urnas trará consequências para todos.
O que pensar sobre estas eleições do segundo turno? – e levando em conta o primeiro e as outras escolhas já feitas para o parlamento e os cargos executivos estaduais.
Evidentemente, de modo modesto, este escrevinhador aqui, com mais de 38 anos de Coluna, sempre fez registros e análises a respeito do processo político-eleitoral, antes e no fim da ditadura cívico-militar; a volta da democracia e das eleições diretas para presidente; a nossa Constituição Federal promulgada em 1988. Textos visando dar minha simples opinião para, quem sabe, contribuir nas reflexões, debates e apontamentos históricos.
Dois aspectos são evidentes, a campanha presidencial deste ano, a mais acirrada desde a redemocratização, já está marcada com a de mais baixo nível, agressões mútuas, tendo ou não motivos e fatos consistentes, pois ambos os candidatos têm telhados de vidro, repletos de furos e estilhaços. Flávio e Lula têm discursos, falas genéricas, contraditórias e, ao mesmo tempo, contundentes nos ataques entre si. Eles possuem elevados índices de rejeição. A campanha eleitoral gratuita é bem prova disso.
Também é notório o comportamento dos chamados militantes e defensores dos dois lados, amplamente agindo para intencionalmente insultar o eleitor quando ele possui preferência contrária. Em Campo Mourão, que espelha o Brasil, são afrontas, até mesmo para quem decidiu e afirmou que o voto é secreto.
Coexistência democrática e pacífica? Espaço para ouvir o outro? Argumentos? Isso é quase impossível ou muito escasso.
Fases de Fazer Frases (I)
Quem acha que a vida não vale nada, nada então vale uma vida?
Fases de Fazer Frases (II)
Pior do que um ótimo achado é perdê-lo.
Fases de Fazer Frases (III)
Tédio tem remédio…? Só rima.
Fases de Fazer Frases (IV)
O voto não é uma certeza, é uma suposição.
Fases de Fazer Frases (V)
Quem não escolhe não pode reclamar de ser carregado pela escolha dos outros.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
O governador eleito, senador Sérgio Moro (PL) disse que vai compor a equipe de governo preponderantemente por nomes técnicos. O primeiro deles tem este perfil, que ocupará a secretaria da fazenda, Priscilla Maria Santana. Ela veio do governo gaúcho, onde ocupa o mesmo cargo na gestão do Eduardo Leite (PSD).
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
Sobre a privatizada Copel, assunto é o que não falta, ou melhor redigindo, os graves problemas no fornecimento de energia, queda e longuíssima demora para o restabelecimento da luz.
Vereadores de Boa Esperança e de Mamborê realizaram sessões para tratarem da precária e revoltante situação, a população consumidora está impaciente.
Olhos, Vistos do Cotidiano (III)
Ainda sobre a Copel, um funcionário do governo nomeado por indicação política – não se sabe o que ele faz – comentou em redes sociais que, passadas as eleições paranaenses, os problemas acabariam e, segundo ele, tinham motivações eleitorais dos próprios funcionários da Empresa, contrários à venda da Companhia, que praticaram o boicote.
Acusação grave. Crítica própria, bajulação do nomeado a justificar o salário e talvez alguma outra benesse, que poderá findar em dezembro, talvez, ao menos.
Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)
Mulher é espionada por vizinho que instalou uma câmera para vê-la enquanto ela tomava banho. Mourãoense tarado obsessivo que precisa ser tirado de circulação.
Farpas e Ferpas (I)
Por ser longuíssima uma pergunta, pode ser que caiba resposta bem curta.
Farpas e Ferpas (II)
Por ser curtíssima uma resposta, pode ser que caiba outra longa pergunta.
Sinal Amarelo (I)
Risco desnecessário de vida, achar que ela é eterna.
Sinal Amarelo (II)
Se o dia foi péssimo, não deixe que a noite seja.
Trecho e Trecho
“A melhor parte da beleza é aquela que nenhum retrato consegue expressar”. [Francis Bacon].
“Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos”. [Madame de Stael].
Reminiscências em Preto e Branco
O amor que eu tenho guardado no peito/ Me faz ser alegre, sofrido e carente/ Ah, como eu amei/ Eu sonho, sou verso/ Sou terra, sou sol/ Sentimento aberto/ Ah (como eu amei)/ Ah, eu/ caminhei/ (…)…
Dia 18, Benito Di Paula morreu aos 84 anos. Um dos maiores nomes, composição e interpretação, da nossa Música Brasileira. Caracterizava como verdadeiro artista, do clássico ao popular, notório no piano, genial, mestre e maestro. O trecho da música acima – Ah, como eu amei, (1981), apenas é um das suas muitas canções da carreira longa e sempre com sucesso, público fiel. Em casa era unanimidade, daí a minha particular tristeza, como se eu agora tivesse na minha meninice a ouvir os LP’ s que meus irmãos mais velhos punham na vitrola.
José Eugênio Maciel | [email protected]
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