A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) vai repassar mais de R$ 6 milhões de seu orçamento para auxiliar na reconstrução de municípios atingidos pelos temporais registrados entre domingo (1º) e segunda-feira (2). O anúncio foi feito nesta terça-feira (3) pelo presidente da Casa, deputado Alexandre Curi (Republicanos). Os recursos serão destinados a Maringá, no Noroeste do Estado, e a Marquinho e Laranjal, na região Centro-Sul.
Do total anunciado, R$ 5 milhões serão destinados a Maringá e R$ 1 milhão a Marquinho. O valor para Laranjal ainda será definido, conforme novos levantamentos da Defesa Civil sobre os prejuízos provocados pelas chuvas.
Os recursos serão encaminhados à Defesa Civil do Paraná, responsável por coordenar as ações de recuperação dos municípios, incluindo a compra de telhas, equipamentos e outros materiais necessários à reconstrução das áreas atingidas.
Segundo Curi, a medida foi articulada pelos deputados Artagão Júnior (PSD), Maria Victoria (PP), Evandro Araújo (PSD), Do Carmo (Podemos), Soldado Adriano José (PSD), Ademar Traiano (PSD), Delegado Jacovós (PL) e Hussein Bakri (PSD).
“Infelizmente, o Paraná frequentemente tem esses acontecimentos climáticos. A Assembleia do Paraná, assim como foi solidária ao município de Rio Bonito do Iguaçu, não podia ser diferente neste momento de dificuldade que importantes cidades do Paraná estão enfrentando”, afirmou o presidente.
Curi lembrou que o Legislativo também destinou R$ 3 milhões para auxiliar Rio Bonito do Iguaçu, município atingido por um tornado em novembro do ano passado.
Os recursos anunciados agora são provenientes do Fundo Especial de Modernização da Assembleia Legislativa do Paraná, reserva destinada originalmente a investimentos em obras, reformas, qualificação de servidores, implantação de sistemas e melhorias na gestão administrativa e financeira do Legislativo.
Temporais atingiram 17 municípios
Segundo balanço divulgado pelo Governo do Paraná na manhã desta terça-feira, os temporais atingiram 17 municípios, afetando 1.277 pessoas. O levantamento apontou nove desalojados, 350 residências danificadas e uma destruída.
Maringá e Marquinho estão entre os municípios mais atingidos, com registros de quedas de árvores, destelhamentos, danos a imóveis e interrupções em vias públicas.
Em Maringá, aproximadamente 29% das unidades consumidoras estavam sem energia elétrica no fim da tarde de segunda-feira (2). A Defesa Civil municipal contabilizou 363 quedas de árvores e distribuiu lonas para mais de 600 famílias.
Os estragos também comprometeram serviços públicos. Cinco escolas municipais precisaram suspender as aulas devido a danos estruturais, enquanto 14 das 36 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) tiveram o atendimento temporariamente prejudicado.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), foram registrados 49,8 milímetros de chuva na cidade entre a meia-noite e as 7 horas.
Em Marquinho, o Governo do Estado contabilizou 1.080 pessoas afetadas e 270 residências danificadas.
Calamidade Pública
A Assembleia Legislativa também recebeu um projeto de decreto legislativo para reconhecer o estado de calamidade pública em Maringá. A proposta é de autoria dos deputados Maria Victoria (PP), Delegado Jacovós (PL), Adriano José (PSD), Evandro Araújo (PSD) e Do Carmo (Podemos).
O reconhecimento busca facilitar a adoção de medidas emergenciais e a execução de ações necessárias à recuperação dos danos provocados pelos temporais.
Durante a sessão plenária desta terça-feira, parlamentares manifestaram solidariedade às famílias atingidas e defenderam medidas de apoio aos municípios.
O deputado Artagão Júnior destacou os prejuízos registrados em Laranjeiras do Sul, Laranjal, Palmital, Maringá e Marquinho. Segundo ele, o prefeito de Marquinho, Juninho, relatou que o município foi atingido por chuvas de granizo pela quinta vez em quatro meses.
Ainda conforme o parlamentar, os temporais deixaram Marquinho sem energia elétrica por aproximadamente 24 horas.