A persistência empreendedora da comerciante Maria Fernanda

Entre tantos casos de superação e exemplos de empreendedorismo no mundo feminino, para o Dia Internacional da Mulher (comemorado neste domingo, dia 8), a TRIBUNA traz a história da Maria Fernanda Monteiro de Oliveira Amancio. Uma história, por sinal, que como tantas é cheia de altos e baixos.  

Depois de trabalhar por oito anos como vendedora em lojas e até ter sido gerente de algumas, Maria Fernanda teve que afastar-se do trabalho por motivo de doença. “Como fiquei sem renda, decidi abrir um negócio próprio, vendendo roupas pelo Instagram e também fiz uma espaço em casa”, conta ela.

Aos poucos ela foi conquistando a clientela até que em novembro do ano passado realizou o sonho de abrir a própria loja física, na Avenida Goioerê (área central de Campo Mourão). Mas poucos meses após a abertura do espaço, na semana anterior ao Carnaval, a loja foi arrombada duas vezes. 

“A primeira vez entraram e levaram notebook, impressora fiscal, caixas de som e sacolas de roupas. Fui atrás para mandar fazer grades, mas em razão do feriado de Carnaval a instalação ficou para a quarta-feira de Cinzas. Só que na terça, entraram de novo e levaram quase todas as peças e não consegui recuperar”, relata Maria Fernanda.

Frustrada com a falta de segurança e com os prejuízos, ela decidiu fechar a loja física e retomar o negócio do zero, vendendo pela internet e em visitas domiciliares. “A gente se sente impotente. Isso pesa muito porque além do prejuízo financeiro tem o desgaste emocional”, explicou, ao acrescentar que não tem mais intenção de montar a loja.

“Graças a Deus tenho minhas clientes, que estão me dando apoio e não tenho medo de começar do zero. Como vendedora que sempre fui, otimismo é necessário”, justificou Maria Fernanda, que alugou um espaço no Feirão Queima de Estoque do comércio para vender seus produtos, que traz de São Paulo e Cianorte. 

Casada e mãe de um filho de cinco anos, Maria Fernanda mora em Campo Mourão há 35 anos. Assim como ela, o marido e o pai também são vendedores. “Para o Dia da Mulher desejo que cada uma que tiver seu sonho de empreender, não desista, corra atrás e mesmo com altos e baixos é preciso persistência”, arrematou. 

Dia da Mulher

A origem do Dia Internacional da Mulher costuma estar relacionada ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres. A tragédia trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.

A data, porém, só foi oficializada em 1975, ano em que a ONU intitulou de Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais. O dia 8 de março é feriado nacional em vários países, como na própria Rússia. Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8, conforme é recomendado pelo governo. No Brasil, a data é marcada por protestos nas principais cidades, com reivindicações sobre igualdade salarial, contra a criminalização do aborto e a violência contra a mulher.