Casos suspeitos de coronavírus deixam Saúde em alerta na região

De acordo com o Ministério da Saúde, o Paraná tem 14 casos suspeitos do novo coronavírus em investigação.  São quatro mulheres e três homens que estiveram em locais como Alemanha, França, Itália, Malásia e Tailândia, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). Os casos são monitoradas em Maringá (2), Londrina (1), Cascavel (1), Foz do Iguaçu (2) e Curitiba (8). Embora sejam ainda apenas suspeitas, a situação já deixa a 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão em alerta, devido a proximidade da região com estas cidades e a gravidade da doença, que já fez várias vítimas fatais.

Amostras para exames foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para exame. No sábado (29), a Sesa havia descartado duas suspeitas que estavam sendo investigadas. Dois casos da doença Covid-19 foram confirmados no país até o momento e 433 suspeitas estavam em investigação.

Na última semana, equipes da Regional de Saúde e secretarias de Saúde dos municípios da Comcam participaram de uma capacitação sobre a doença via videoconferência entre a Sesa. Foram abordados temas como o cenário epidemiológico, transmissão, prevenção, sinais e sintomas, fluxo de notificação e uso de equipamentos de proteção.

“O momento é de alerta, porem não precisa pânico já que o Paraná está organizado e preparado para o enfrentamento do coronavírus”, tranquilizou a chefe de Vigilância Sanitária da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, Alessandra Granado. Segundo ela, todas as ações e medidas adotadas pelo Estado, repassadas também às regionais de saúde seguem protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

Conforme Alessandra, embora não haja casos suspeitos na região de Campo Mourão, a população deve adotar medidas de prevenção à doença, como lavar as mãos com frequência até metade do pulso,  esfregando bem também as partes internas da unha; usar álcool gel 70 para limpar as mãos antes de encostar em áreas como nariz, olhos e boca; tossir ou espirrar levando a parte interna do cotovelo; evitar multidões; usar máscara caso apresente sintomas da doença; evitar sair de casa se apresentar sintomas da doença; utilizar lenço descartável quando estiver como nariz escorrendo; evitar cumprimentar com beijos no rosto, apertando as mãos ou abraçando; limpar com álcool gel objetos tocados frequentemente; entre outras. “EM casos suspeitos os municípios estão orientados a nos notificar imediatamente”, ressaltou Alessandra.

Segundo o fluxograma de atendimento estabelecido pela Sesa, ao receber o cidadão com a sintomatologia, principalmente com problema respiratório, histórico de viagem para países que apresentam contaminação ou contato com suspeitos da doença , o profissional de saúde deverá providenciar a coleta de amostra de material/secreção que será encaminhada ao Laboratório Central do Estado para análise e tomar todas as medidas para proteger o paciente.

A orientação da é que a primeira avaliação ambulatorial seja feita no serviço de saúde; nas UPAS e UBS, com notificação ao município e ao CIEVS e avaliação clínica epidemiológica.    

Coronavírus 

Coronavírus é o nome de uma família de vírus que têm formato de coroa. Eles causam infecções respiratórias e já provocaram outras doenças. O coronavírus é conhecido desde 1960. Outras doenças provocadas por este tipo de vírus são a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Além deles, há o Alpha coronavírus 229E e NL63 e o Beta coronavírus OC43 e HKU1. A doença causada pelo novo coronavírus recebeu o nome de Covid-19. Ele foi descoberto no final de dezembro de 2019, na China. A primeira morte foi registrada no dia 9 de janeiro.

A doença é formada por vírus que tiveram origem em animais. Alguns deles infectaram humanos e já causaram outras epidemias. Os sintomas do novo coronavírus são bastante variados. Os mais comuns são: tosse seca ou com secreção; dificuldade respiratória aguda; febre acima de 37º; e Insuficiência renal.

A doença é transmitida por saliva, catarro e gotículas expelidas pela boca (espirro, tosse e fala) ou pelo contato, como beijo, aperto de mãos, abraço e superfícies não higienizadas.