Coamo projeta boa safra e espera receber 70 milhões de sacas de milho

A Coamo Agroindustrial Cooperativa mantém boa perspectiva para a segunda safra de milho (2025/26). Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento na maior parte da área de atuação da cooperativa, a expectativa é receber cerca de 70 milhões de sacas do cereal durante a colheita.

Em entrevista à TRIBUNA, o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, afirmou que, apesar de problemas pontuais provocados pela estiagem em algumas regiões, o cenário é favorável para os produtores.

“As expectativas de boa produção são muito boas. Tivemos algum problema de seca em áreas localizadas que foram um pouco prejudicadas, mas, de modo geral, as lavouras estão muito boas e os cooperados já iniciaram a colheita”, afirmou.

Segundo Gallassini, mesmo com a ocorrência de geadas nas últimas semanas, a cultura não terá a produção impactada. “Eu acredito que não prejudicou, porque o milho tem uma proteção muito boa na espiga, que é a palha. Isso ajuda bastante e acredito que a maior parte das lavouras já esteja fora de uma situação de risco”, destacou.

O presidente também afirmou que a principal preocupação da cooperativa neste momento é o excesso de chuvas durante a colheita, fator que aumenta a umidade dos grãos e pode provocar filas nas unidades de recebimento. “Nossa meta é receber 70 milhões de sacas de milho. Estamos preocupados porque o tempo está muito chuvoso e o milho chega com muita umidade. Isso acaba tornando o processo mais demorado e pode gerar filas, mas faz parte do jogo. O cooperado precisa ter um pouco de paciência, porque vamos receber todo o milho”, ressaltou.

Na região de Campo Mourão, a segunda safra ocupa 496.150 hectares, com estimativa inicial de produção de 3,082 milhões de toneladas, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A colheita já ultrapassou os 10% da área cultivada. O levantamento do Deral aponta ainda que 98% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, enquanto os 2% restantes estão em condição média.