Dois votos para o Senado ainda geram dúvidas entre eleitores de Campo Mourão
A escolha de dois candidatos ao Senado nas eleições deste domingo (4) ainda é desconhecida por parte dos eleitores ouvidos pela TRIBUNA em Campo Mourão. Dos sete entrevistados, três não sabiam que serão dois votos para o cargo. Os outros quatro tinham conhecimento, embora nem todos já tivessem definido em quem votar. As entrevistas foram realizadas nessa quinta-feira (1).
Entre os que desconheciam a informação está a aposentada Vilma de Oliveira Fontes Morais, de 62 anos. “Não sei para quem votar, não sei quantos são”, afirmou. Ainda sem candidatos definidos, ela espera que os eleitos deem atenção à saúde e à educação.

A dúvida também surge entre quem vai às urnas pela primeira vez. Luan Tadeu Fuzinato, de 16 anos, disse não saber que deveria escolher dois nomes para o Senado. Ele pretende definir seus candidatos até domingo e espera compromisso dos eleitos com a educação, a saúde e a população.
O eletricista Jonas Pacheco Fernandes foi outro entrevistado que desconhecia os dois votos. Disse que aproveitará o tempo até a eleição para analisar as propostas. Para ele, os eleitos devem se preocupar mais com as necessidades da população e menos com disputas entre direita e esquerda ou interesses próprios. “Que esqueçam esse negócio de esquerda ou direita, parem de pensar no próprio umbigo e olhem mais para a população”, resumiu.

Já Ana Cordeiro dos Santos, do lar, sabia que seriam escolhidos dois senadores, além de deputados federal e estadual, governador e presidente da República. Ainda assim, não havia decidido todos os seus candidatos. Ela disse à TRIBUNA que espera que os eleitos prestem atenção à educação e às pessoas mais necessitadas.
A aposentada Sueli Aparecida dos Reis, de 67 anos, afirmou conhecer que são duas vagas para o Senado e que já tem os dois candidatos definidos. A vendedora Maria Eduarda Pereira dos Santos, de 19 anos, também fez suas escolhas. Sua expectativa é que os eleitos tenham compromisso com a educação e a saúde.
O entregador Luiz Gabriel Morais, de 19 anos, disse saber dos dois votos e já ter decidido em quem votar. “A gente preza mais pela educação e segurança da população”, afirmou, ao falar sobre o que espera dos candidatos, caso sejam eleitos. Dos sete entrevistados, apenas Vilma e Ana autorizaram ser fotografadas.
Seis escolhas na urna
Neste domingo, cada eleitor fará seis escolhas. A votação começa por deputado federal, seguida de deputado estadual, primeiro e segundo senador, governador e presidente da República. Para o Senado, devem ser escolhidos dois candidatos diferentes. Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir o nome, a fotografia e o cargo apresentados na tela da urna. Se houver segundo turno para presidente ou governador, a nova votação será em 25 de outubro. Nos dois turnos, o horário de votação será das 8h às 17h.
O voto é facultativo para pessoas analfabetas, jovens de 16 e 17 anos e pessoas maiores de 70 anos. Esses eleitores podem votar normalmente, desde que estejam regularmente inscritos na Justiça Eleitoral, mas não são obrigados a comparecer. Em Campo Mourão, 68.665 eleitores estão com a biometria cadastrada, o equivalente a 97,49% das 70.431 pessoas aptas ao voto.
“Colinha”
A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem uma “colinha” de papel para votar no primeiro turno das eleições. A anotação ajuda a organizar os números dos candidatos, reduz o risco de erros e pode agilizar a passagem pela cabine, já que o uso de celular durante a votação é proibido. “A colinha eleitoral em papel é permitida na hora de votar. Ela ajuda os eleitores a se lembrarem dos números das candidaturas, já que é proibido levar o celular para a cabine de votação”, explicou à TRIBUNA a chefe do Fórum Eleitoral de Campo Mourão, Sueli Bissi. Ela orienta que os números sejam anotados antes de o eleitor sair de casa e na mesma sequência apresentada pela urna.


