Luciana Bathke assume vaga no Conselho Tutelar de Campo Mourão

A suplente Luciana Bathke Máximo dos Santos assumirá uma vaga no Conselho Tutelar de Campo Mourão após o pedido de demissão da conselheira Paloma Thaís Aparecida Mendonça. Sua nomeação deve ser publicada entre esta terça (2) e quarta-feira (3) no Órgão Oficial Eletrônico do Município. A posse garantirá a continuidade do atendimento no órgão, responsável pela proteção dos direitos de crianças e adolescentes no município.

Luciana já havia atuado no Conselho Tutelar em outras oportunidades. Em maio de 2025, ela foi nomeada para exercer temporariamente o cargo de conselheira tutelar por meio do Decreto nº 11.852, quando cobriu afastamento por atestado. Depois, voltou ao órgão entre outubro do ano passado e março deste ano, período em que substituiu conselheiras titulares durante férias.

Natural de Campo Mourão, Luciana é advogada e formada pela primeira turma do curso de Direito do Centro Universitário Integrado. É filha do jornalista Wille Bathke Junior, que morreu em 2019, aos 79 anos. Ela lembrou que sua família sempre teve atuação próxima da comunidade. “Nasci aqui. Meu pai era da área da comunicação, minha mãe a vida inteira também trabalhou aqui. Sou fruto da terra”, afirmou à TRIBUNA.

A nova conselheira disse ter recebido com surpresa o pedido de exoneração da colega, mas destacou que assume a titularidade com responsabilidade e disposição para dar continuidade ao trabalho já desenvolvido pelo Conselho Tutelar. “É com muita alegria que assumirei a titularidade do Conselho Tutelar, com o propósito de continuar o trabalho de garantir os direitos da infância, da juventude e dos adolescentes da cidade”, destacou.

Segundo Luciana, as experiências anteriores no órgão foram importantes para compreender de forma mais direta a realidade das famílias atendidas. Ela afirmou que, nos períodos em que atuou como substituta, procurou desenvolver um trabalho baseado na escuta, no encaminhamento adequado dos casos e no atendimento humanizado. “Nós, enquanto estivemos ali cobrindo essas férias, sempre procurei fazer o melhor trabalho possível, atendendo às famílias, ouvindo, buscando os encaminhamentos e um atendimento de verdade humanizado”, disse.

Luciana defendeu que o trabalho do Conselho Tutelar exige sensibilidade, preparo e atuação conjunta com a rede de proteção. Para ela, a função vai além da fiscalização ou do encaminhamento formal das situações que chegam ao órgão. “O meu objetivo dentro do Conselho Tutelar será reestruturar os lares, as famílias e mostrar que ainda há um caminho. Sempre tem uma chance de a gente mudar aquilo que não está bom”, afirmou.

Ela também ressaltou que pretende manter uma postura de diálogo com as famílias e de integração com as demais conselheiras e órgãos que compõem a rede de atendimento. Segundo Luciana, a expectativa é contribuir até o fim do mandato, previsto para 2027, com ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes e ao fortalecimento familiar. “A expectativa é que, até o final de 2027, a gente consiga ajudar muitas crianças, muitas famílias, com a ajuda da rede e das colegas que já estão ali, adquirindo experiências com elas, trocando ideias e tendo um bom relacionamento dentro do ambiente de trabalho”, afirmou.

Para Luciana, assumir o Conselho Tutelar representa também uma missão pessoal. Ela avalia que a conselheira entra diretamente na realidade das famílias e precisa atuar com responsabilidade, empatia e compromisso social. “Ser conselheira vai além de um título. A gente entra diretamente dentro da casa das famílias e trabalha diretamente com elas. Eu acho que é um propósito. É uma missão muito linda ser conselheira tutelar”, afirmou, ao acrescentar que pretende corresponder à confiança das pessoas que acreditaram em seu trabalho, das colegas de Conselho e das famílias atendidas pelo órgão. “Eu quero não decepcionar as pessoas que acreditaram em mim, não decep