Projeto ‘Respeita o Motoboy’ cria ponto de apoio a motoboys em Campo Mourão
Esperar uma corrida sentado em um sofá, carregar o celular, aquecer a marmita ou simplesmente se proteger da chuva e do sol. Situações simples para a maioria das pessoas, mas que fazem diferença na rotina de quem passa horas nas ruas realizando entregas. Foi pensando nisso que nasceu, em Campo Mourão, o projeto “Respeita o Motoboy”, idealizado pelo entregador e empresário Hamilton de Lara.
A proposta funciona como uma espécie de central de apoio para entregadores, um espaço privado voltado ao descanso, permanência e organização da rotina de trabalho enquanto aguardam novas entregas. O espaço fica localizado na Avenida José Custódio de Oliveira, 664, centro de Campo Mourão.
A ideia surgiu a partir da própria experiência de Hamilton em outras cidades. Antes de retornar para Campo Mourão, ele trabalhou em grandes centros urbanos e conheceu estruturas semelhantes destinadas aos profissionais de entrega.
“Eu trabalhei em grandes cidades e lá já existiam pontos de apoio para os motoboys. Quando voltei, percebi que Campo Mourão ainda não tinha nada parecido e comecei a pensar em criar esse espaço”, contou à TRIBUNA. No local, conforme o empresário, os motoboys encontram itens básicos que ajudam a tornar o dia menos desgastante: espaço coberto, sofás, cadeiras, tomadas para carregar celulares, televisão, internet, água gelada e estrutura para aquecer refeições.

Segundo Hamilton, a proposta vai além da comodidade. O objetivo é oferecer dignidade para quem permanece grande parte do dia entre deslocamentos e períodos de espera. “É para eles terem um conforto melhor enquanto aguardam as entregas. Não ficar exposto ao sol ou à chuva, poder sentar, mexer no celular, carregar o aparelho, tomar um café, pegar uma água gelada. São coisas simples, mas que fazem diferença”, afirmou.
O espaço funciona mediante contribuição dos usuários. O valor definido foi de R$ 8,00 por dia ou R$ 50,00 por semana, com utilização liberada aos domingos. Hamilton informou que buscou apoio do poder público para viabilizar o projeto, mas, sem sucesso, decidiu seguir com a iniciativa de forma independente. “Eu procurei ajuda do município, mas não foi possível naquele momento. Então decidi tocar de forma privada, mantendo um valor que fosse acessível para os entregadores”, disse.
Mesmo em fase final de ajustes, o projeto já está funcionando. A fachada ainda deve receber pintura e a identificação oficial com o nome “Respeita o Motoboy”, etapa que, segundo o idealizador, foi adiada por conta das chuvas dos últimos dias.
Hamilton disse esperar que o espaço represente reconhecimento para uma categoria que cresceu nos últimos anos e se tornou parte essencial da rotina da cidade. “É um lugar para eles se sentirem acolhidos e terem um pouco mais de conforto durante o trabalho”, ressaltou.

