Sem eventos promocionais, entidades pedem socorro
Entre os incalculáveis prejuízos financeiros ocasionados pelas medidas de combate a pandemia de Coronavírus estão as entidades sem fins lucrativos que prestam assistência social. Essas organizações, que já enfrentavam dificuldades, viram a situação piorar neste período em que eventos promocionais, por exemplo, estão proibidos. Essas promoções eram uma das fontes de arrecadação das entidades.
O Lar dos Velhinhos Frederico Ozanam, por exemplo, este ano não pode realizar a tradicional Festa da Solidariedade, um almoço com churrasco e leilão promovido há mais de 40 anos sempre no mês de maio. “Essa festa era um respiro pra gente”, avalia o gerente administrativo, José Maião. O Lar atende atualmente 65 idosos.
Segundo ele a situação do Lar é grave e por isso ofícios estão sendo enviados a empresas e pessoas físicas solicitando ajuda financeira para manutenção da entidade. Só com pagamento de funcionários e fornecedores, a despesa passa de R$ 100 mil por mês. “Estamos com um déficit mensal de cerca de R$ 20 mil”, revela, ao acrescentar que os recursos repassados pelo poder público e parte da aposentadoria dos internos não é suficiente.
No ano passado, nessa mesma época, várias entidades assistenciais já haviam procurado a Câmara de Vereadores de Campo Mourão para reclamar da situação financeira. “Essa situação já vem há mais de ano e agora piorou. A comunidade ajuda bastante com alimentos, roupas e materiais de limpeza, mas infelizmente para manter o serviço precisamos de recursos financeiros também”, complementa Maião.
Outro evento que também não será realizado é a festa junina da Fraternidade O Caminho, comunidade religiosa que mantém freiras e freis em Campo Mourão e recentemente assumiu a administração da Casa de Passagem (antigo albergue).
Segundo a Irmã Elizadora, a festa gerava uma receita de R$ 2 mil a R$ 3 mil, que ajudava na manutenção das casas. “Até mesmo a venda de pães, que vinha nos sustentando, tivemos que parar. Vivemos da providência e dependemos da solidariedade da comunidade que nos ajuda quando pode”, explica a religiosa. Doações podem ser levadas na Vila Franciscana (próximo da Santa Casa) ou na capela da Vila Carolo (próximo da Faculdade Unicampo).
Quem também está pedindo ajuda financeira é APAE, que também contava com eventos promocionais para ajudar na manutenção. “Com o comércio parcialmente paralisado, não estamos tendo o mesmo retorno das doações feitas através das notas do Programa Nota Paraná, assim como as doações espontâneas tiveram uma redução significativa”, diz o texto publicado na página da Associação no facebook.
Segundo a nota, a APAE está sem recursos financeiros para pagar seus funcionários, colaboradores e fornecedores. Além de doação em dinheiro, pede doação de alimentos e produtos de higiene pessoal e limpeza que serão destinados aos usuários e famílias.
PARA AJUDAR O LAR DOS VELHINHOS
Banco do Brasil (agência 406-5 conta corrente 9988-0); Caixa Econômica Federal (banco 104 – agência 386 conta corrente 3105-9 operação 003); Sicredi (Agência 0726 – conta corrente 51517-5). Todas as contas estão em nome do Lar dos Velhinhos Frederico Ozanam CNPJ – 77.645.661/0001-07.
PARA AJUDAR A APAE
APAE – Campo Mourão – CNPJ – 78.191.293/0001-29. Banco do Brasil (Ag. 0406-5 c/c 41.009-8); Sicredi (ag. 0726 c/c 37.677-9); Itaú (ag. 0318 c/poup 15.098-4/500). Boleto bancário ou carnê (solicitar através da central de doações pelos fones (44) 9 9105 2321 ou 3016 3847)

