Regional da Saúde de Campo Mourão receberá mais 4.280 testes rápidos de Covid-19

A 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão irá receber mais 214 Kits com capacidade para 4.280 testes rápidos para detecção de anticorpos contra o Sars-CoV-2 (Covid-19). Eles se somam aos outros 1.520 testes já enviados à Regional.  As informações foram repassadas à TRIBUNA pela Secretaria Estadual de Saúde (sesa).  

Os testes serão aplicados em profissionais de saúde, da segurança pública e pessoas próximas a eles, familiares, por exemplo, desde que apresentem sintomas, conforme a primeira orientação da Secretaria. A estimativa é de que esse público seja de 738 mil pessoas, ou cerca de 6,44% da população no Estado. A Covid-19 pode impactar até 15% desse grupo. A novidade é a inclusão de potenciais doadores de órgãos e de pessoas que morreram com suspeita de Covid-19, sem que o material genético tenha sido coletado para teste ou com teste em andamento.

Em todo o Paraná, serão distribuídos mais 178 mil testes rápidos. No mês passado, a Sesa já havia distribuído outros 52,4 mil às Regionais de Saúde. As unidades serão distribuídas para as Regionais de Saúde, que farão as transferências para os respectivos municípios. Os testes deverão ser aplicados em um serviço de saúde designado pelas prefeituras, o que permite atendimento centralizado e orientado para evitar aglomerações. 

A entrega de mais testes de detecção de anticorpos contra o Sars-CoV-2 permitirá mapeamento ainda mais detalhado do comportamento do vírus no Paraná, além de eventual implementação de novas medidas de isolamento, acompanhamento e intervenção.

“As pesquisas sorológicas ajudam na investigação de um surto em andamento e na extensão da epidemia em determinado território”, afirma a diretora de Vigilância e Atenção em Saúde da Secretaria da Saúde, Maria Goretti David Lopes. “Essa ferramenta para auxílio no diagnóstico ajuda a manter a indicação do isolamento de pessoas com síndromes gripais, autoriza retorno de servidores às atividades laborais e traça um perfil da fração da população para subsidiar políticas públicas”.

Os resultados dos testes rápidos começaram a ser incluídos no boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde no dia 27 de abril. Segundo nota técnica, divulgada pela Sesa, os negativos não excluem a infecção e positivos não podem ser usados como evidência absoluta. Os resultados devem ser interpretados por médicos com auxílio dos dados clínicos e exames laboratoriais.

Como funcionam

Os testes rápidos enviados pelo Ministério da Saúde utilizam amostras de sangue do paciente para identificar os anticorpos IgM/IgG. O material é coletado na ponta do dedo do paciente e o resultado é verificado após 15 minutos.

Como a Covid-19 exige notificação imediata, os resultados individuais de todos os testes rápidos devem continuar a ser informados, positivos ou negativos. Para isso, é preciso notificar o caso no Sistema Estadual de Notificação (Notifica COVID-19).

De acordo com o protocolo adotado para os servidores da saúde e da segurança pública, para atingir veracidade de 86% é necessário que o teste seja realizado após o 7º dia do início dos sintomas e apenas 72 horas após o desaparecimento deles, cumulativamente, o que evita um “falso-negativo”.

Numa situação hipotética, um profissional começou a apresentar os sintomas no primeiro dia de um mês e o médico orienta isolamento até o dia 15 (14 dias depois). Se no dia 6, em reclusão domiciliar, os sintomas desapareceram, no dia 9 ele poderá fazer o teste rápido sorológico. De acordo com o resultado, será adotada uma das seguintes condutas: positivo, manter o isolamento até o dia 15; negativo, retornar ao trabalho.