O que são 38 anos?

Melhor ser esquecido na ausência, que ser esquecido na presença”.

Júnio Dâmaso

Tema hoje, os 38 anos desta Coluna, alcançado neste dia 10 de julho. Trajetória iniciada em 1988, sem imaginar que fosse chegar tão longe. Lembrança partilhada e endereçada ao caro leitor, a razão de ser deste espaço.

Escolhido o tema, é preciso delimitá-lo, não pelo espaço, mas devido não ser possível esgotar tudo que se sabe sobre ele.

O difícil, depois de definido o assunto, é a primeira linha. O como começar.

Assunto e tema possuem o mesmo significado? Pelo senso comum inexistem diferenças. Porém, engana-se quem considera tudo igual.

Seria um formal, objetivo e o outro informal e subjetivo?

A Coluna se vale de assuntos e temas juntados os dois em um mesmo Artigo ou cada qual a fixar todo ou parte do conteúdo.

O assunto é um modo abrangente de tratar uma fala, conteúdo. Quanto ao tema, é ele um recorte, específico, aprofundado.

Levando em conta sobre o quê escrever, este espaço é preenchido por assunto que pode virar tema e tema que novamente vira assunto.

Para ambos não existe uma receita. É redigindo que este escrevinhador desenvolve assuntos e temas.

Tanto o tema quanto o assunto, o diálogo proposto é sempre com o caro leitor. A Coluna é o meio onde a mensagem é posta, composta, exposta, uma aposta em relação ao próprio conteúdo e o que ele trata.

São 38 anos, tempo marcado por datas e fatos de oportuna recordação.

A fundação deste Jornal. A publicação do primeiro número da Tribuna do Interior ocorreu em 1968, edição que circulou no dia do aniversário de Campo Mourão, 10 de outubro, o Município completava 21 anos de emancipação.

A Tribuna daqui a dois anos vai fazer 60 anos de vida.

Também daqui a dois anos esta Coluna poderá chegar aos 40 anos.

Comecei a escrever em 1988, quando eu tinha 25 anos.

Como nasci em 1963 (o Jornal só tinha cinco anos de fundação), significa que a metade do tempo de vida que eu tenho é escrevendo neste Jornal.

Por sua vez, equivale a metade da existência da Tribuna.

Toda a gratidão a cada leitor. Também ao Jornal que concede este espaço.

Somos ligados pelas datas: 1968 e 1988 – respectivamente 58 e 38 anos.

Fases de Fazer Frases (I)

Palavras…

Significam.

Dignificam.

Ficam.

Fases de Fazer Frases (II)

Na mensagem palavras agem.

No conteúdo, pouco é tudo?

Fases de Fazer Frases (III)

A folha ágrafa grafa a inspiração.

Fases de Fazer Frases (IV)

Se o amor não for para sempre, que seja o suficiente.

Fases de Fazer Frases (V)

O brilho da palavra polida é o modo e o sentido dados.

Fases de Fazer Frases (VI)

Não contesto o texto. Só o contexto.

E com o texto, testo o contexto.

Fases de Fazer Frases (VII)

Se cada palavra é um peso, o dicionário é a balança.

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

Desde o dia nove até este domingo, 12, Campo Mourão recebe muita gente de fora, que vem prestigiar a 31ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco. É hora de todos nós recebermos bem nossos convidados.

Sejam bem-vindos! Claro, aproveitarmos todos nós esta grande Festa.

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

Para não dizer que não falamos da Copa do Mundo e da seleção brasileira, o que deveríamos nos sentir envergonhados e até humilhados, é que a Dinamarca é um país tão desenvolvido que não cabe a comparação com o nosso país. Só nos resta afirmar, o Brasil é 198 vezes maior que a Dinamarca, territorialmente.

Olhos, Vistos do Cotidiano (III)

São 796 casas populares que serão construídas em Campo Mourão. Geração de, pelo menos, dois mil empregos e 160 milhões de reais de investimentos.

Farpas e Ferpas (I)

A precipitação é o precipício em ação.

Farpas e Ferpas (II)

Tem palavras que soam….caçoam.

Farpas e Ferpas (III)

Se ninguém mais perder tempo com outrem, perderemos.

Sinal Amarelo (I)

O analfabeto não é inferior a quem sabe ler e não lê.

Sinal Amarelo (II)

Qualquer letra do abecedário é questão-chave de toda palavra.

Sinal Amarelo (III)

Diminuir o tamanho de um texto não é precisamente encurtar o conteúdo.

Trecho e Trecho

O mistério final somos nós próprios”. [Oscar Wilde].

“Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem”. [Jorge Luis Borges].

Reminiscências em Preto e Branco

Das mudanças mais marcantes do Jornal e desta Coluna destacam-se as profundas transformações tecnológicas. Então semanal, a Tribuna passou a ser bissemanal e depois diário.

Do preto e branco ao colorido. Do impresso ao virtual. Tradição e modernidade, harmoniosas.

O colunista, de jovem a idoso. Continuando a ser mero escrevinhador.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal