Região

11ª Regional reforça vacinação contra febre amarela na região

Mesmo sem casos confirmados de febre amarela na Comcam, a 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão segue intensificando a vacinação contra doença em toda a região. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), foram feitas cinco notificações de animais encontrados mortos com suspeitas de febre amarela na Comcam até o momento.

Conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela Sesa, foram notificados casos suspeitos em Araruna, Boa Esperança, Iretama, Mamborê, e Peabiru. Nas cidades de Iretama e Mamborê as notificações foram descartadas. Em Boa Esperança e Peabiru, os dois casos suspeitos notificados são indeterminados, e por fim, um caso segue em investigação em Araruna.

Na área da 11ª Regional de Saúde, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano neste ano alcançou 99,6%, no Estado a média vacinal é de 86,10%. “A estratégias de intensificação da vacinação vêm sendo realizada em toda a região, abrangendo todos os municípios”, falou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Campo Mourão, Evandra Cristina Pereira.

De acordo com ela, a vacinação vem sendo intensificada também na área rural. “Quem não tem certeza que não tomou a vacina e não tem comprovante tem que vacinar. Já quem tomou a vacina uma vez na vida e tem comprovante não precisa mais se vacinar”, explicou Evandra. Segundo ela, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença.

“A recomendação continua sendo a de que todas as pessoas tomem a vacina para prevenir contra a doença. O vírus está circulando no Estado, embora não tenhamos casos na região, não estamos livres deste perigo”, alertou Evandra.

Todas as pessoas devem se vacinar, mas o alerta principal é para aquelas que residem em áreas de matas e rios, ou que fazem atividades como trilhas, pesca e acampamentos rurais. Quem for visitar esses locais, deve procurar a unidade de saúde mais próxima com no mínimo 10 dias de antecedência da viagem. Esse é o tempo necessário para garantir a devida imunização contra a doença.

A vacina é indicada para crianças a partir dos 9 meses e adultos até os 59 anos. Para gestantes, mulheres que amamentam, crianças até 9 meses de idade, adultos maiores de 60 anos, pessoas com alergia grave a ovo ou imunodeprimidos, a recomendação é que só sejam vacinados com a avaliação de um profissional de saúde.

No Paraná, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Sesa, foram confirmados até o momento 16 casos da doença e 74 casos estão em investigação. A Sesa mantém o trabalho de vacinação e de vigilância ativa, com ações de campo nas regiões com maiores índices de infestação do mosquito transmissor.

“Seguimos com o alerta para que, além da vacina, as pessoas se protejam ao visitar parques e áreas de mata usando repelente, calças compridas e blusa de maga comprida. A febre amarela é infecciosa, já provocou uma morte no Paraná neste ano, no mês de março, e por isso ainda estamos preocupados e mantemos a orientação para a vacina”, explicou a enfermeira.

Números

Entre os 16 casos confirmados de febre amarela no Paraná, 14 são do sexo masculino, com idades variando entre 10 e 60 anos. Os locais prováveis de infecção destes casos foram os municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Paranaguá, Morretes, São José dos Pinhais e Adrianópolis.

A Sesa também continua com o trabalho de Vigilância de Epizootias, que investiga as mortes de macacos contaminados pela febre amarela. Até o momento, 32 epizootias foram confirmadas e 75 seguem em investigação.

Febre Amarela

A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo vírus da febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que adentram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença. A forma urbana da doença é quando ocorre transmissão da mesma pelo Aedes aegypti e não ocorre desde 1942.

Os sintomas iniciais da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor abdominal: ou seja se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue. A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10% dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos em sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.