Economia

Juros futuros voltam a fechar em baixa, ainda em reação positiva à Previdência

Os juros futuros encerraram a sessão regular desta sexta-feira, 15, em queda, mais acentuada na ponta longa, refletindo a repercussão positiva dos principais pontos da reforma da Previdência apresentados na quinta-feira e os sinais de manutenção do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano, no cargo. Os dados econômicos divulgados nesta sexta, IBC-Br e IGP-10, acabaram ficando em segundo plano. Também ajudou na desinclinação da curva o ambiente externo, dada a melhora na perspectiva de acordo comercial entre China e Estados Unidos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,370%, de 6,415% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,001% no ajuste de ontem para 6,930%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 8,02%, de 8,122%, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,662% para 8,53%.

Na quinta, o secretário da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, informou que o presidente Jair Bolsonaro concordou com as idades mínimas de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) para a aposentadoria, com período de transição de 12 anos. A proposta garante uma economia de R$ 1,1 trilhão nas despesas. O texto completo será divulgado na próxima quarta-feira, quando será enviado ao Congresso. "Essa economia robusta agrada ao mercado, mesmo que possa ser desaguada no Congresso", disse a gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patricia Pereira.

Interlocutores do presidente afirmam que ele decidiu atender aos apelos políticos e manter Bebianno, o que é visto com alívio pelo mercado. Nesta sexta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltou a defender a capacidade de articulação do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, e sinalizou que, caso o governo demorasse a resolver a questão, haveria risco para a reforma da Previdência.