Região

Notificações de febre amarela dão resultados negativos, apontam exames

Todas as 4 notificações feitas desde o início deste ano, na região da Comcam, deram resultados negativos para os exames laboratoriais, conforme a 11ª Regional da Saúde de Campo Murão. Os municípios com casos suspeitos eram Campo Mourão, Araruna, Terra Boa e Engenheiro Beltrão. Até o momento não houve novos registros de notificações.

Embora não haja casos confirmados da doença na região, os cuidados contra o vírus, que é transmitido pelo Aedes aegypti , mosquito transmissor da dengue, devem ser constantes. “Os municípios devem ficar alertas para a doença. O melhor meio de prevenção é a vacina que é estendida para toda a população e está disponível nas unidades de saúde”, orientou a enfermeira da seção de Vigilância Epidemiológica da 11ª Regional de Campo Mourão, Evandra Cristina Pereira.

Devido ao surto da doença registrado em algumas regiões do País no início deste ano, ações de prevenção pela Regional, através da secretária estadual da Saúde, têm sido intensificadas, como o treinamento de profissionais, prevenção com vacinas, entre outros.

Em Campo Mourão, o biólogo Reginaldo Leal Blanc, inspetor de saneamento da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão, passou por um treinamento especial pela secretaria estadual de Saúde do Paraná. Ele é o responsável pela necropsia de macacos encontrados mortos na região.

A orientação, se alguém encontrar o animal morto, é que notifique imediatamente a secretaria de Saúde do seu município que informará a regional para os procedimentos cabíveis. Para o trabalho, o profissional recebeu um kit fornecido pelo Estado com materiais de procedimentos cirúrgicos.

A orientação, caso alguma pessoa encontre algum macaco morto, que em hipótese alguma tenha contato com o animal. Também em alguns casos pode ser comum a pessoa encontrar o animal e fazer o enterro, o que também não é recomendado.

O último caso de febre amarela autóctone confirmado no Paraná foi em 2008, em Laranjal, região central do Estado. Com relação a óbitos, os últimos também ocorreram no mesmo ano nas cidades de Maringá (caso importado) e Laranjal.

Além da vigilância de casos, o Estado também realiza a vigilância do óbito de macacos e coleta de mosquitos. Apenas em 2017, foram investigados 182 pontos em 89 municípios, o que corresponde a 22,3% do território estadual. O último inquérito foi realizado no mês de dezembro e, até agora, todos os resultados foram negativos para a presença do vírus.