Policial

Polícia fecha fábrica clandestina de medicamentos fitoterápicos em Campo Mourão

A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de medicamentos fitoterápicos no Barreiro das Frutas, em Campo Mourão, nesta quinta-feira (18). A ação, que foi acompanhada por agentes da Vigilância Sanitária do município, culminou com a apreensão de vários componentes utilizados na fabricação dos produtos, além de medicamentos já fabricados, e alimentos suplementares. Ninguém foi preso.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Marcelo Trevisan, a fábrica funcionava há cerca de 8 meses, sem o registro de licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo informações, as condições sanitárias do local para a fabricação dos produtos eram precárias. “Encontramos até um litro de água sanitária cortado ao meio utilizado como uma espécie de pá para manusear as matérias primas”, observou.

O delegado informou que a polícia encontrou notas fiscais de vendas em que os produtos eram despachados para vários estados do Brasil, como Tocantins, São Paulo, entre outros. Trevisan disse que a polícia descobriu a fábrica após uma denúncia anônima. “Após recebermos as informações fomos ao local e constatamos que havia o processo de produção dos medicamentos sem a devida licença”, comentou.

No momento da chegada da policia ao local, apenas os funcionários, entre 3 a 4 operários estavam na fábrica. O proprietário, que tem uma loja de produtos fitoterápicos na área central de Campo Mourão, foi localizado posteriormente na cidade. Ele vai responder o inquérito em liberdade. “Nesta loja também foram constatadas algumas irregularidades administrativas como licenças vencidas”, detalhou o delegado.

Trevisan informou que a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. “Pelo que já levantamos, o caso pode caracterizar o crime equiparado a falsificação de medicamento em razão da falta de licença para produção dos fitoterápicos”, adiantou. Além disso, o proprietário foi autuado administrativamente com aplicação de multa pela Vigilância Sanitária. O delegado disse que irá ouvir todos os envolvidos para dar andamento ao inquérito.

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